Boa noite, Domingo, 22 de Outubro de 2017
AGROGESTÃO
Produtor brasileiro, por ora, tem boas notícias dos EUA
O ponto negativo é que, por ora, os números são apenas estatísticos e podem mudar
15/05/2017 - 10h43 - Fonte: DO PORTAL DO AGRONEGÓCIO

 

Os números de oferta e demanda de grãos do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) desta quarta-feira (10) trouxeram algumas boas notícias para o produtor brasileiro: queda de produção nos EUA, importação recorde da China e demanda mundial aquecida.

O ponto negativo é que, por ora, os números são apenas estatísticos e podem mudar.

Embora a área de soja tenha aumentado, a previsão de safra recua para 115,8 milhões de toneladas em 2017/18, abaixo dos 117,2 milhões de 2016/17.

Daniele Siqueira, da AgRural, adverte, no entanto, que essa estimativa de safra leva em consideração a linha de tendência de produção nos últimos anos, que é de 53,8 sacas por hectare.

Se a produtividade americana desta safra repetir a anterior, que foi de 58,4 sacas, a produção dos Estados Unidos dispara para 126 milhões de toneladas.

"Aí as coisas se complicam", diz ela. "Mas, até agora, o cenário não se apresenta ruim. O consumo é firme, e os estoques não estão tão elevados", acrescenta.

A demanda mundial deverá continuar firme. A China, que importou 89 milhões de toneladas na safra 2016/17, vai comprar 93 milhões na próxima, segundo estimativas do Usda.

Milho

A produção de milho também cai nos Estados Unidos. Isso porque o cereal cedeu parte da área para a soja neste ano. As estimativas são de uma safra americana de 357,3, milhões de toneladas, ante 384,8 milhões em 2016/17.

Mas, se cai a produção dos EUA, aumenta a de outros grandes produtores, como Brasil e Argentina.

Os novos números do Usda apontam 96 milhões de toneladas do cereal para este ano no Brasil e 40 milhões na Argentina. Os números da safra 2017/18 ficariam próximos aos de 2016/17.

Os estoques mundiais de soja são suficientes para 94 dias em 2017/18, abaixo dos 99 de 2016/17. No mesmo período, os de milho caíram para 67, ante 78 na safra anterior, segundo dados da AgRural.

Os Estados Unidos são os maiores produtores mundiais de soja e de milho.

Preços - A soja chegou a subir nesta quarta-feira (10), após a divulgação dos dados do Usda, mas acabou fechando em US$ 9,62, com recuo de 0,4% no dia na Bolsa de Chicago.

Correção - Apesar da queda atual da soja, os preços atuais são 2% superiores aos de há um mês. A alta se deve a uma correção de rumo dos fundos de investimentos, que param de vender contratos futuro.

Alerta - Além disso, as condições climáticas, dominadas por chuva e frio em várias regiões, colocaram o mercado em alerta.

Pretextos - Os efeitos do clima ainda não preocupantes, mas notícias desse tipo são sempre pretextos para mudanças de preços, segundo Daniele Siqueira.

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