Boa noite, Domingo, 16 de Dezembro de 2018
JUDICIÁRIO
Com o desafio de dar segurança aos juízes nas comarcas, desembargador assume TJ
A chapa de Carlos Alberto toma posse em dezembro e assume o Tribunal
11/10/2018 - 13h44 - Fonte: Rdnews

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha foi eleito novo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Ele comandará o TJ no biênio 2019/2020. A vice-presidente eleita é a desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas e assume a Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) o desembargador Luiz Ferreira da Silva.

A cerimônia para a escolha dos candidatos foi realizada na manhã desta quinta (11), em sessão administrativa do Tribunal Pleno, com platéia composta por autoridades e familiares dos eleitos.

O desembargador José Zuquim Nogueira disputava o cargo de corregedor, mas em meio à sessão anunciou sua desistência, sem explicar o motivo.

Com o entrave do duodécimo, briga que se arrasta há meses com o Governo do Estado, o principal desafio para a próxima gestão será dar continuidade ao projeto de melhoria da segurança nas comarcas, principalmente diante dos últimos acontecimentos. Três juízes já foram agredidos nos últimos dias no exercício da profissão. Um deles foi baleado. O tema foi bastante falado na sessão.

O atual presidente, desembargador Rui Ramos, iniciou em sua gestão um projeto de melhoria da segurança nas comarcas. A ideia é, pelo menos, instalar detectores de metais em todos os Fóruns do Estado. Contudo, ao iniciar os trabalhos a primeira barreira foi a ausência ou precariedade das plantas dos Fóruns, o que obrigou a empresa contratada a ir presencialmente em quase todas as comarcas. Carlos Alberto pretende dar continuidade a este projeto.

A chapa de Carlos Alberto toma posse em dezembro e assume o Tribunal fechando o ano com uma previsão orçamentária estimada de R$ 1,1 bilhão. Para o próximo ano, ainda não há estimativa.

O novo presidente comenta que é preciso atuar para que a Justiça chegue "aos lugares mais difíceis" e para isso o órgão tem que ter respaldo financeiro. Destacou ainda que, independente de recursos, o TJ cumpre função social e é preocupado com a questão da adoção de crianças abandonadas pelas famílias biológicas, faz casamentos comunitários e se aproxima de comunidades, como as ribeirinhas.

Eleita, a desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas disse que, na condição de vice-presidente, assume o órgão com a missão de reconectar todos os trabalhos, inclusive fazendo com que o Processo Judiciário Eletrônico possa ser compreendido por todos. Disse ainda que quer potencializar trabalho para coibir um dos mais graves problemas sociais, a violência contra a mulher. "Temos um trabalho muito interessante nessa área".

Já o corregedor-geral eleito Luiz Ferreira, que já atuou de forma semelhante na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) como presidente do tribunal de ética, ressaltou que tem pela frente um trabalho difícil, de apurar as falhas dos juízes. "Vamos ver se vamos ter que apurar falha de juiz, espero que não, mas as correções serão feitas, da mesma forma como já estão sendo desenvolvidas".

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