Boa noite, Segunda-Feira, 21 de Setembro de 2020
TRAGÉDIA NO ALPHAVILLE
Advogado cita "situação difícil" e volta a negar sumiço de pai
Irmãos da adolescente acusada de atirar acidentalmente prestarem depoimento a Deddica nesta terça
28/07/2020 - 11h55 - Fonte: Midia News

 

O advogado Renan Serra (detalhe), que faz a defesa da família Cestari

O advogado Renan Serra, que faz a defesa da família da adolescente de 14 anos que atirou acidentalmente e matou a amiga Isabele Guimãres Ramos, afirmou que todos na casa vivem “uma situação difícil”.

Isabele, também de 14 anos, foi atingida com um tiro no rosto pela amiga – de mesma idade - na noite do dia 12 de julho.

“É uma situação difícil. Acredito que todos consigam imaginar. Evidente que não podemos sentir o que estão sentindo, só conseguimos imaginar, e tentamos compreender”, disse o advogado na manhã desta terça-feira (28).

A declaração foi dada após os irmãos da adolescente acusada de atirar acidentalmente - um casal de 14 anos e uma garota de 17 anos – prestarem depoimento ao delegado Deddica (Delegacia Especializada nos Direitos da Criança e do Adolescente), Francisco Kunze.

Segundo o advogado, ele não pôde acompanhar os depoimentos e não teve acesso nem ao relato do namorado da adolescente, de 16 anos, que afirmou que a arma – usada no dia da tragédia - não estava pronta para realizar disparos. 

O depoimento do adolescente contradiz o relatado da menor e de seu pai, o empresário Marcelo Cestari, que afirmaram que não houve manuseio da pistola após ela ser guardada no case.

“Eu não tive acesso ainda [ao depoimento do namorado da garota]. Foi um depoimento produzido por meio de técnica especial, e eu ainda não tive acesso. E a mesma situação aos depoimentos de hoje, foram todos prestados com base em um protocolo da Polícia Civil”, afirmou o advogado.

“Sumiço” da família

Serra ainda voltou a negar que o empresário Marcelo Cestari e a família tenham deixado sua casa e “sumido” da Capital.

Isso porque o empresário não foi encontrado por oficiais de Justiça em seu endereço residencial para ser intimado sobre a majoração de sua fiança. No dia da tragédia, Cestari foi preso em flagrante por porte ilegal de duas armas de fogo e pagou fiança de R$ 1 mil. Posteriormente, essa fiança foi elevada para R$ 209 mil.

Por isso, o advogado Hélio Nishiyama, contratado pela família da vítima, pediu na Justiça que o empresário fosse intimado novamente e caso não fosse encontrado a prisão preventiva decretada.

De acordo com Serra, a família apenas deixou a residência por alguns dias após a tragédia. 

“O pedido tinha como objeto a suposta alteração de endereço dele. Isso já ficou provado que não é verdade e não temos mais o que comentar sobre isso”, afirmou Serra.

O caso

Isabele Ramos foi atingida com um tiro no rosto, por uma arma que estava sendo segurada pela melhor amiga, também de 14 anos.

À polícia, a adolescente que atirou disse que foi em busca da amiga no banheiro do seu quarto levando em mãos duas armas.

Em determinado momento, as armas, que estavam em um case, caíram no chão. “A declarante abaixou para pegar os objetos, tendo empunhado uma das armas com a mão direita e equilibrado a outra com a mão esquerda em cima do case que estava aberto", revelou a menor em depoimento.

"Que em decorrência disso, sentiu um certo desequilíbrio ao segurar o case com uma mão, ainda contendo uma arma, e a outra arma na mão direita, gerando o reflexo de colocar uma arma sobre a outra, buscando estabilidade, já em pé. Neste momento houve o disparo", acrescentou.

Comente através do facebook:
ENQUETE »
VOCÊ CONCORDA COM O ISOLAMENTO SOCIAL DURANTE A PANDEMIA DO COVID-19? l

FOTO NOTÍCIA
:: MT24Horas - Todos os direitos Reservados - Copyright 2020 ::