Bom dia, Segunda-Feira, 11 de Dezembro de 2017
CLÁUDIA
Vigilância Sanitária realizará coleta de caramujos africano
Moradores devem usar luvas ou sacos plásticos para pegarem o caramujo. As sessenta primeiras pessoas, na entrega de uma sacola média cheia de caramujos, receberão um kilo de alimento.
21/11/2017 - 15h15 - Fonte: Assessoria da Prefeitura

Com o período chuvoso, as equipes de Vigilância Sanitária de Cláudia estão intensificando o trabalho de prevenção e combate ao caramujo africano. Uma das medidas de conscientização tem sido alertar a população quanto ao que fazer depois de realizar a coleta do molusco.

Segundo Ed Matos, fiscal sanitário, a maior incidência dos caramujos africanos é durante o período chuvoso. Ele explicou que os moluscos podem ficar até seis meses em repouso total e só nas condições climáticas ideias é que saem à procura de alimentos.

"Eles se alimentam de folhas e de restos de comida que as pessoas deixam nos quintais. Nós estaremos realizando o dia "D" no próximo dia 29 de novembro,  recebendo os moluscos que foram coletados pela população e também orientando eles a manterem limpos os seus quintais, pois isso também vai afastar a presença do caramujo africano", informou.

Conforme a Vigilância Ambiental, além de manter os quintais limpos, outra medida que deve ser adotada pela população é a coleta frequente dos caramujos. O uso de lesmicidas ou qualquer outro produto não é indicado.

"A única forma de eliminarmos é exatamente essa coleta diária. Muitas pessoas tem usado do artifício de colocar sal, de colocar cal, isso elimina o molusco, mas esses dejetos ficarão no meio ambiente e com o período de chuva isso pode ir para o lençol freático, vai acabar caindo nos rios e contaminando", esclareceu Edson Domingos, coordenador de Endemias.

Para a realização da campanha, a Secretária de Saúde conta com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social.

De acordo com Domingos, os caramujos coletados serão incinerados da forma correta, sem oferecer riscos ao meio ambiente. Durante a coleta é necessário utilizar luvas ou sacos plásticos para proteger as mãos, uma vez que o caramujo pode transmitir doenças, não só pelo consumo de hortaliças contaminadas e mal lavadas, mas também pelo contato direto com os moluscos.

A população pode denunciar a presença de terrenos sujos ou com incidência de caramujos africanos pelo seguinte telefone: (66) 3546-.3106.

A entrega dos moluscos deverá ser feita no dia 29 de novembro, das 08h00 às 16h00, em frente ao antigo PSF 2, no centro de Cláudia.

Caramujo

Introduzido no Brasil em substituição ao escargot, e que na verdade não é comestível, tornou-se uma praga porque ataca e destrói plantações, contamina frutas e legumes, além de transmitir vermes e provocar doenças. Quanto adulto, atinge 15 cm de comprimento e oito cm de largura. Atualmente é encontrado em 14 estados brasileiros. É resistente à seca e ao frio. Sobe com facilidade em muros e invade casas. Sobrevive em terrenos baldios, plantações abandonadas, sobras de construções, pilhas de telhas e tijolos.

O caramujo gigante africano pode transmitir dos vermes: Angiostrongylos cantonensis, causador da angiostrongilíase meningoencefálica humano, que provoca dor de cabeça forte e constante, rigidez na nuca e distúrbios do sistema nervoso; e Angiostrongylos costaricensis, causador da angiostrongilíase abdominal, doença grave que pode resultar em óbito por perfuração intestinal e hemorragia abdominal.

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