Boa tarde, Domingo, 16 de Dezembro de 2018
DIA NACIONAL
Valorização do folclore fortalece cultura e orgulho de ser cuiabano
Dia Nacional do Folclore foi celebrado ao longo da quarta-feira (22), na Praça Ipiranga
23/08/2018 - 16h31 - Fonte: Assessoria

 

O ritmo acelerado do lambadão e do rasqueado tomou de surpresa quem passou pela Praça Ipiranga, no Centro de Cuiabá, ao longo da quarta-feira (22).

A música embalou a comemoração do Dia Nacional do Folclore, que conta também com apresentações de dança, feira de artesanato e comidas típicas. Para além do Saci-Pererê e da Mula sem Cabeça, o evento propôs a retomada da cultura regional como expressão natural dos cuiabanos, seja no modo de vestir, falar ou alimentar.

É o que explica a artista Margareth Xavier. Cuiabana de chapa e cruz, ela realiza o evento desde 2011, quando decidiu reunir em um só lugar, elementos que permeiam a rotina de milhares de moradores da Capital e região. “Ainda tem muita gente que acha que folclore se constitui apenas das lendas, mas não. Os mitos são apenas uma de suas faces. Precisamos considerar todo o conjunto de costumes que nos formaram para falar do assunto”, diz.

De acordo com o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Francico Vulo, é este conjunto de fatores que ajuda a construir a identidade de um povo, fortalecendo seus hábitos e possibilitando o desenvolvimento de outros setores, como o turístico.

“Quando qualquer pessoa pensa em viajar a turismo, quase que inevitavelmente ela está pensando em conhecer a cultura de um determinado local. É impossível dissociar essa ideia. Logo, é também pensando neste retorno que a Secretaria, por determinação do prefeito, Emanuel Pinheiro, tem atuado pela valorização da nossa cultura, de nossos bens materiais e imateriais”, reforça.  

Trabalhando com esta proposta desde a base, Margarth mantém firme seu posicionamento com relação à cultura local. Figura conhecida entre grupos de rasqueado, ela tem levado a dança tradicional cuiabana à alunos de escolas públicas, fomentando entre eles o orgulho de pertencer à esta comunidade.

“Eu acredito que uma pessoa tem que saber quem ela é, de onde ela veio, o que ela por que ela come determinado prato, por que ela ouve determinado tipo de música e por que ela tem um sotaque diferente. Hoje, se você pergunta isso pra uma criança, ela não sabe. Por isso eu insisto há décadas nesse trabalho de base, porque os pequenos tem a memória fresca”, finaliza.

Durante toda a quarta-feira os cidadãos, mesmo que só de passagem, puderam participar da ação. A caminho do trabalho, do ponto de ônibus ou de casa, eles memoraram os principais símbolos da identidade de Cuiabá, representada por diversas expressões musicais, artes plásticas e artesanato.

 

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