Boa noite, Quarta-Feira, 23 de Agosto de 2017
AÇÃO SOCIAL
Assembleia Legislativa lança projeto “Mulheres em Ação”
No primeiro momento, 1.200 mulheres foram selecionadas por critérios de vulnerabilidade social e vão participar de oficinas produtivas
19/10/2016 - 17h13 - Fonte: JOSÉ LUIS LARANJA/Secretaria de Comunicação

 

Assembleia Legislativa de Mato Grosso lançou, na manhã de hoje (19), o projeto pedagógico “Mulheres em Ação”, que vai ofertar cursos de capacitação para 1.200 mulheres de Cuiabá e Várzea Grande.

O projeto vai capacitar as mulheres que se inscreveram nos Centros de Referência e Assistência Social (CRAS) em Cuiabá e Várzea Grande, e as aulas terão início no dia 24 de outubro, em todos os CRAS dos dois municípios, encerrando no dia 5 de dezembro.

“Trata-se do maior investimento social para as mulheres, especialmente as mais carentes desses dois municípios. Essa iniciativa vem ao encontro do combate à crise econômica em que se encontra o país, colocando-as no mercado de trabalho com uma renda extra para a família”, disse o presidente da Assembleia, deputado Guilherme Maluf (PSDB), declarando ainda que, dependendo do resultado, o projeto pode ser expandido pelo interior de Mato Grosso.

Na opinião da presidente de honra da Sala da Mulher, Maria Teresa Maluf, a iniciativa da ALMT visa promover a inclusão social e produtiva de mulheres com idade a partir de 16 anos, voluntárias e que, preferencialmente, esteja em situação de vulnerabilidade social e econômica. Por meio da Escola do Legislativo, a ALMT vai pela primeira vez até os bairros das duas principais cidades da baixada cuiabana para qualificar pessoas.

“Era um antigo sonho da presidência que se tornou realidade com qualificação e aprimoramento no ganho econômico para essas mulheres. A grande maioria delas são chefes de família que agora terão mais uma fonte de renda”, apontou Maria Teresa.

Os cursos ofertados são: embelezamento, bordado, artesanato e reciclagem. As aulas teóricas e práticas serão ministradas para 59 turmas, nos CRAS de Cuiabá e Várzea Grande.

“É uma ideia louvável da Assembleia, que terá o apoio da Secretaria de Assistência Social de Cuiabá, abrindo as portas para essas mulheres entrarem no mercado de trabalho. É uma oportunidade para sair do ciclo de violência doméstica com renda própria”, falou o secretário José Rodrigues.

Os produtos confeccionados pelas mulheres serão comercializados em uma feira que será realizada na Assembleia Legislativa após o encerramento do curso.

Na oportunidade, o juiz da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica Contra a Mulher, Jamilson Haddad proferiu uma palestra com o tema “Violência Contra as Mulheres”. Ele explicou que a violência contra as mulheres se manifesta de diversas formas.

“A violência atinge mulheres e homens de formas distintas. Grande parte das violências cometidas contra as mulheres é praticada no âmbito privado, enquanto que as que atingem homens ocorrem, em sua maioria, nas ruas”, falou Haddad.

Ele comentou que um dos principais tipos de violência empregados contra a mulher ocorre dentro do lar, sendo esta praticada por pessoas próximas à sua convivência, como maridos/esposas ou companheiros/as, sendo também praticada de diversas maneiras, desde agressões físicas até psicológicas e verbais.

“Esse curso vai demonstrar como elas podem capacitá-las na vida. Essas mulheres sonham com um futuro real e essa iniciativa vai influenciar diretamente nesse objetivo”, disse Haddad.

“Elas têm dificuldade de sair do emaranhado de violência, e essa proposta vai possibilitar investir no fortalecimento da renda familiar. As mulheres precisam de proteção familiar”, destacou ele.

A Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa vem dando apoio para os cursos ministrados às mulheres, proporcionando capacitação para que consiga se diferenciar no mercado de trabalho e, assim, conquistar a independência financeira.

“É uma proposta de tirá-las da vulnerabilidade, gerando renda própria para a família,  e a Escola do Legislativo dará todo apoio necessário durante esses cursos, com acompanhamento”, disse o coordenador da Escola, Thales Roder de Souza.

No primeiro momento, 1.200 mulheres foram selecionadas por critérios de vulnerabilidade social e vão participar de oficinas produtivas. São pessoas que já sofreram algum tipo de violência doméstica, ou ainda, passaram pelo Centros Especializados de Atendimento às Mulheres, pelos Centros de Referência de Assistência Social e pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social.

“A Assembleia está dando um grande passo para o social. Uma grande oportunidade para mulheres carentes e suas famílias terem um dinheiro extra na renda mensal e, além de tudo isso, elas poderão ganhar nova chance na vida”, afirmou Telma Amorin, coordenadora do CRAS do bairro Nova Esperança, de Cuiabá.

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