Boa tarde, Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017
FINAL DE SEMANA
Autora de cinco livros, a professora Graci Ourives de Miranda segue em combate
Em Mato Grosso somente não tem rei de pobre, rei da saúde, rei da policia, rei dos drogaditos”, ironiza.
04/08/2017 - 13h28 - Fonte: RDNews

A professora e escritora Graci Ourives de Miranda está aposentada, mas continua inquieta. Autora de cinco livros, todos centrados em temas ligados à transformação social ou representatividade, ela segue escrevendo artigos cotidianamente na imprensa mato-grossense e em revistas acadêmicas.

4 livros foram lançados pela professora Graci Miranda. Alguns estão em segunda edição

Seu primeiro livro, Riquezas, Florestas e Encantamento, foi publicado em 2012 e trata das apreensões da Policia Federal de bens naturais retirados ilegalmente da floresta. “Um trabalho belíssimo junto ao Ministério Publico. Alguns políticos, para se estabelecerem no poder, destroem as matas, esquecem do ecossistema e floresta em pé é vida”, diz.

Ela diz com todas as letras que alguns dos políticos que atualmente se estabelecem no poder são grandes proprietários de terras e grandes exportadores, “somente transferiram à coroa de rei. Em Mato Grosso somente não tem rei de pobre, rei da saúde, rei da policia, rei dos drogaditos”, ironiza. Para ela, necessitamos de reis nessas áreas para construírem hospitais e fazer cumprir a constituição.

No livro Mulheres de Matto Grosso (2015), título escrito assim mesmo, com dois a letra T repetida, ela afirma que quis representar a grandeza do Estado, gigante em riquezas, mesmo que alguns políticos insistam em extorquir o cidadão, além de não gerenciarem e nem projetarem políticas públicas, cabendo, assim, às mulheres tomar partido da luta. Assim, ela traz à luz mulheres como a defensora Rosana Antunes de Barros, a desembargadora Maria Helena Póvoas, dona Leuby Barros, a política Bia Spinelli e voluntárias e professoras, dentre outras.

Aposentada pelo Instituto Federal de São Paulo, ela hoje desenvolve uma pesquisa no Julio Muller e denuncia o que, para ela, é descaso com o hospital universitário. “Basta verificar o HUJM para entender com quanto de descaso o Estado trata o cidadão. Os municípios lotam ambulâncias e mandam despencar ou soltar os pacientes”, acusa. Porém, defende o trabalho dos servidores da unidade de saúde dizendo que os pacientes são tratados com dignidade, por profissionais “dignos e de caráter”.

Formada pela Universidade Federal de Mato Grosso em Letras com Habilitação em Línguas Portuguesa e Inglesa, Graci fez especialização em História Social pela Universidade de São Paulo e outra pós-graduação na PUC do mesmo Estado.

Na Europa, viveu nas cidades italianas de Riposto, Sicília e Palermo para estudar o tráfico de drogas na fronteira. É desse período Riquezas Lícitas de Mato Grosso (2011).

“Basta verificar o HUJM para entender com quanto de descaso o Estado trata o cidadão. Os municípios lotam ambulâncias e mandam despencar lá”

Depois, escreveu Homens de Mato Grosso (2013), já em segunda edição, sobre autoridades situadas num recorte entre os anos de 1960 e 1986. Foram eles quem construíram as bases de partidos oposicionistas, como o antigo MDB, em Mato Grosso.

Para ela, “líderes que não se envolviam na política por dinheiro, tais como: Vicente Bezerra Neto, Gilson de Barros, Edgar Nogueira Borges e mais alguns. Estes entraram para política financeiramente bem e saíram pobres, sem fazendas e distante de granas enviadas para o estrangeiro. Todos foram homens ameaçados pelos poderosos filhos de antigos coronéis, que não queriam perder espaço no poder político.

Foi o que culminou na morte de Quintela”, diz, referindo-se ao assassinato do advogado e ex-candidato a prefeito de Várzea Grande nas eleições de 1982, Celso Mendes Quintella.

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