Boa tarde, Domingo, 22 de Setembro de 2019
GREVE DA EDUCAÇÃO
O foco da crise que se anunciava era uma mudança radical que parecia se desenhar na proposta definida pelo governo.
Lúdio diz que Mendes pode apresentar uma nova sugestão na próxima segunda
28/07/2019 - 14h36 - Fonte: Midia News

O deputado estadual de oposição Lúdio Cabral (PT) defendeu que o governador Mauro Mendes (DEM) tenha juízo e sensibilidade e apresente uma proposta aos profissionais da Educação, que estão em greve há dois meses.

O deputado estadual de oposição Lúdio Cabral

O petista se encontrou com o líder do Executivo na noite da última quinta-feira (25), no Palácio Paiaguás. Mendes disse não conseguir atender as reinvindicações dos grevistas, mas prometeu dar uma resposta até a próxima segunda-feira (29).

Os servidores da Educação, que estão em greve desde 27 de maio, exigem o cumprimento da lei da dobra do poder de compra (Lei 510/2013), que dá direito a 7,69% a mais anualmente na remuneração durante 10 anos, bem como a Revisão Geral Anual (RGA).

“Foi uma última tentativa, um último esforço, para cobrar do govenador a apresentação de uma proposta objetiva dos trabalhadores da Educação. Ele, mais uma vez, fez a exposição de motivos que tem feito. Eu disse que não adiantava tentar nos convencer e que nós também não o convenceríamos. Porque o que vai acabar com a greve é uma proposta objetiva”, disse.

“Fizemos uma série de sugestões sobre alternativas objetivas para Educação e vamos aguarda agora que o governador e seu secretaria tenha sensibilidade e juízo e apresente uma proposta. Mesmo que seja de atendimento parcial, parcelado, mas que traga número e data para ser levado aos profissionais para que a greve de encerre”, acrescentou.

Entre as propostas está o parcelamento da dobra salarial até abril de 2020. Os parlamentares ainda sugeriram que Mendes prolongue a lei para além de 2023 e que o Executivo pague quando tiver condições econômicas e fiscais.

“Eu disse que o governador precisa encontrar um acordo com os profissionais da Educação para todo o seu mandato, senão todo ano terá que enfrentar uma situação de dificuldade, com risco de greve. Isso é muito ruim, porque desgasta o Governo, penaliza os trabalhadores da Educação e penaliza severamente as quase 400 mil famílias com filhos nas escolas”, afirmou.

“Eu chamaria o Sintep bem antes e negociaria um calendário para os quatro anos de governo. Eles alegam que há dificuldade financeira. Em 2019, realmente, há dificuldade. Então, vamos reduzir o impacto, alongando o prazo de vigência da lei para evitar que se tenha greve como está acontecendo agora”, completou.

A greve

Os servidores da Educação estão parados desde o dia 27 de maio e exigem, além do cumprimento da dobra de compra, o pagamento da Revisão Geral Anual.  

A Assembleia Legislativa chegou a apresentar uma proposta ao Governo para pagar os 7,69% divididos em três parcelas. A primeira seria de 2,6% a ser paga na folha salarial de agosto;  a segunda (2,6%) entraria na folha de novembro e a última (2,49%) em fevereiro do ano que vem.

O Governo, no entanto, não acatou a proposta alegando estouro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que estabelece o limite máximo de gastos com folha salarial em 49%. Mato Grosso já atinge 58,55%.

Os servidores têm ocupado as galerias da Assembleia Legislativa de modo a pressionar os parlamentares a não votarem projetos do Governo do Estado.

Eles também chegaram a se acorrentar durante um dia inteiro nas grades do Palácio Paiaguás.

Também chegaram a ir a eventos de Mendes para cobrar uma negociação. Em Chapada dos Guimarães, o governador chegou a ser hostilizado por grevistas.

 

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