Boa noite, Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
JOVEM REPRESENTA MT NA TAILÂNDIA EM CAMPEONATO DE MUAY THAI
Campeão brasileiro buscou o Muay Thai para emagrecer e teve incentivo da mãe.
Luiz Antônio posa com as medalhas conquistadas
08/11/2018 - 14h26 - Fonte: Rdnews

Luiz Antônio de Carvalho e Leventi Guimarães é um jovem atleta cuiabano, com origem simples e sempre bastante humilde. Começou aos 12 anos nas artes marciais com o Taekwondo. Naquela época, ainda se considerava “gordinho” e praticava mais com entretenimento e saúde, participou de poucos campeonatos. Anos depois, se interessou mais uma vez pelo esporte e conheceu o Muay Thai. Com treinos esporádicos, por conta dos estudos para o Enem e rotina de estudante, parou diversas vezes os treinos. Em 2017 e 2018 competiu no Campeonato Estadual e foi campeão duas vezes. Em outubro conquistou a medalha de ouro no Campeonato Brasileiro realizando em Campo Grande (MS). Fora do tatami, luta para conseguir incentivo e viajar para o Mundial, marcado para março de 2019 na Tailândia. Na sede do  contou um pouco de sua trajetória e em como o esporte mudou sua vida.

Confira os melhores trechos da entrevista:

Como você começou e, hoje, como concilia sua rotina de estudante de engenharia civil e atleta simultaneamente? 

No meu caso, tenho que me organizar bastante. Tem hora que estou mais puxado pros treinos e outras para a faculdade. Comecei aos 12 anos com Taekwondo, que foi à arte que me fez gostar de luta de uma maneira geral. Inclusive o chute, quando ganhei a minha segunda luta no Campeonato Brasileiro em Campo Grande este ano, foi usando um chute de Taekwondo. Depois de ter ganho aplicando este golpe tive que agradecer meu mestre. No Muay Thai, como tenho pouco tempo de prática, ainda estou pegando o jeito.

Como serão os próximos passos para o Mundial?

Os próximos passos para o Mundial são muitos, isso inclui mais treinos. Nossa missão agora é conseguir reunir mais dinheiro para os custos da viagem. Estamos pensando em estratégias para que eu e outros atletas também consiguam vaga para levantar essa verba. Estamos abertos a patrocinadores, empresas ou pessoas que queiram vestir a camisa e seguir incentivando o esporte. Vamos honrar o nome desses patrocinadores lá do outro lado do mundo, na Tailândia. É uma viagem cara e vamos ter um custo pra arcar. Em relação ao Governo, vamos tentar buscar pelo menos as passagens no Ministério do Esporte. Vamos levar a bandeira brasileira, assim como nos campeonatos brasileiros, também vamos com a bandeira de Mato Grosso.

Desde quando você compete e quem mais te incentivou nesta trajetória?

Quando comecei a lutar não tinha objetivo de competir. No Muay Thai entrei com objetivo de emagrecer, porque eu era gordinho. Tinha essa opção na academia perto de casa e eu me matriculei, depois comecei a fazer a aula na Team Nogueira também e lá conheci outros atletas competidores. Eu já tinha o perfil de lutador, e nesta academia o mestre gostou de mim. No primeiro estágio emagreci 23 quilos, parei para estudar para o Enem por um ano e voltei depois de ter passado no vestibular. Estou cursando Engenharia Civil na UFMT, desde 2017 e, logo quando voltei, o mestre disse que teria um campeonato para eu lutar, mas teria que perder mais peso. Então, eu perdi em duas semanas mais 10 quilos e, ainda assim, não tinha adversário na minha categoria no Campeonato Estadual. Ganhei medalha por W.O. Treinei bem pouco ano passado. Voltei este ano treinando bem, me estabeleci e tinha nova edição do Estadual. Para poder lutar, abaixei para categoria de 86 quilos. Tinha razoavelmente mais atletas e eu venci. Quem mais me incentivou na trajetória e na vida foi minha mãe, ela já chegou até se matricular em aulas quando eu era mais jovem para me animar, fez luta junto comigo. Em um treino ela acabou se machucando e parou, mas sempre fez de tudo para estar junto.

Como é a rotina de treinos e como é sua alimentação para perder tanto peso em pouco tempo?

A alimentação é regrada, em época de competição é mais tenso. A gente fica com fome, mas acostuma. Quando eu era criança falavam que eu não iria para frente daquele jeito, eu não revidava, mas sentia. Continuei e a medalha foi uma conquista pessoal, uma resposta a muita gente que não acrediatava em mim. Antes de entrar no ringue sempre fiquei com muito medo, ansioso. A primeira reação que eu tive depois que eu ganhei foi chorar.

Qual acredita ser o segredo para esse evolução do corpo e mente, para se transformar em um atleta campeão?

Você tem que ter humildade, a gente sempre tem que estar aberto para aprender com outra pessoa. Na academia tem dois tipos de treinos, o comercial e o outro para competir. Eu faço os dois justamente por isso, para aprender mais. Em uma competição, a gente não pode achar que já ganhou ou que com certeza vai ganhar. Para os pais que quiserem inserir os filhos no esporte, uma dica importante é achar um esporte que o filho goste. A criança ou jovem precisa ter interesse e se apaixonar. No meu caso, foi o incentivo da minha mãe.

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