Boa tarde, Domingo, 18 de Fevereiro de 2018
CASO RODRIGO CLARO
Governo estende prazo de suspensão de ação contra tenente acusada de tortura
Desta vez, o Conselho de Justificação terá que interromper os trabalhos pelo prazo de 20 dias.
01/02/2018 - 15h23 - Fonte: RD News

O governador Pedro Taques (PSDB) estendeu o prazo de suspensão para a conclusão dos trabalhos do Conselho de Justificação instaurado para investigar a 1° tenente do Corpo de Bombeiros, Izadora Ledur.

Ela responde pelo crime de tortura, após ser acusada de causar a morte do aluno Rodrigo Patrício Lima Claro durante o treinamento de atividades aquáticas para formação de soldados do Corpo de Bombeiros, realizado na Lagoa Trevisan em novembro de 2016.

Desta vez, o Conselho de Justificação terá que interromper os trabalhos pelo prazo de 20 dias. A medida é retroativa em 24 de janeiro. As suspensões começaram a ocorrer em agosto do ano passado, após a tenente apresentar uma série de atestados médicos.

Ledur ainda é ré em ação penal na 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Ela deve depor sobre o caso em 3 de abril, durante audiência conduzida pelo juiz Marcos Faleiros. De acordo com a denúncia, do Ministério Público Estadual, apesar de apresentar excelente condicionamento físico, Rodrigo demonstrou dificuldades para desenvolver atividades, como flutuação e nado livre.

Embora o problema tenha chamado a atenção de todos, os responsáveis pelo treinamento não só ignoraram a situação, como utilizaram-se de métodos totalmente reprováveis, tanto pela corporação militar, quanto pela sociedade civil, para “castigar” os alunos que estavam sob a guarda.

O Ministério Público Estadual destaca que os depoimentos colhidos demonstram que a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e mental com uso de violência. A atitude teria sido a forma utilizada pela tenente Ledur para punir Rodrigo por ele ter apresentado mau desempenho nas atividades dentro da água.

Acrescenta, ainda, que os outros bombeiros presentes no treinamento e também denunciados, mesmo observando as práticas delitivas cometidas pela tenente, quando tinham o dever legal de evitá-las, omitiram socorro a Rodrigo, consentindo assim com a atitude criminosa da denunciada.

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