Boa noite, Terça-Feira, 16 de Outubro de 2018
5 ANOS DE PRISÃO
Integrante de quadrilha que "ostentava" e mais 10 são condenados
Lúbia Gorgete será monitorada por tornozeleira eletrônica; bando assaltava bancos em Mato Grosso
04/09/2018 - 10h06 - Fonte: Midia News

O juiz Jorge Luiz Tadeu, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou a manicure Lúbia Camilla Pinheiro Gorgete, de 27 anos, a cinco anos de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de organização criminosa.

A decisão foi publicada nesta semana. Lúbia é acusada de integrar uma quadrilha de assalto a bancos em Mato Grosso. O grupo foi desarticulado em maio do ano passado com a deflagração da "Operação Luxus" pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil.

Além dela, o magistrado também condenou outras 10 pessoas. São eles: Marcus Vinicius Fraga Soares, Gilberto Silva Brasil, Junior Alves Vieira, Cleyton Cesar Ferreiras de Arruda, Augusto Cesar Ribeiro Macaubas, Jurandir Benedito da Silva, Robson Antônio da Silva Passos, Juliender Batista Borges, Hian Vitor Oliveira Cavalcante e Kaio da Silva Nunes Teixeira.

O juiz absolveu os réus Thassiana Cristina de Oliveira, Diego Silva dos Santos, Elvis Elismar de Arruda Figueiredo e Dainey Aparecido da Costa.

Conforme denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), a quadrilha era liderada por Marcus Vinicius e Gilberto Brasil. Os demais eram contratados para executar os ataques, como uma espécie de "freelancers".

Ainda segundo o MPE, o grupo lucrou mais de R$ 5 milhões em roubos e furtos praticados em pelo menos dez agências bancárias em Mato Grosso.

Com o dinheiro proveniente dos roubos, os integrantes ostentavam com viagens, carros de luxo, passeio de helicóptero e barcos.

Na decisão, o juiz afirmou que ficou comprovada nos autos a culpabilidade de Lúbia no crime. Ela deu abrigo para dois criminosos de Santa Catarina, que vieram para Mato Grosso cometer crimes, e também auxiliou nos trabalhos da quadrilha.

“Com relação à culpabilidade, conforme elementos constantes nos autos, observa-se que a acusada agiu com índice de reprovabilidade elevado, pois percebe-se que se trata de organização altamente especializada, que se valia, inclusive, de equipamentos para bloquear sinais de alarme garantindo êxito das atividades delitivas levadas à cabo pela organização criminosa”, diz trecho da decisão. 

O magistrado ainda disse que, após a prisão dos membros da quadrilha, houve diminuição no número de roubos a bancos no Estado. 

“Registro que as circunstâncias específicas em que o crime foi praticado fogem ao que ordinariamente se observa, pois de acordo com o relato da testemunha João Paulo Alves da Cruz, a organização criminosa integrada pela acusada foi a responsável pela onda de furtos qualificados e roubos à agências bancárias no Estado de Mato Grosso, durante o período que esteve em vigência, gerando intensa intranquilidade no meio social. Ademais, segundo a testemunha Luiz Henrique Damasceno após a prisão dos integrantes desta organização criminosa houve uma diminuição drástica nesses tipos de delito”, diz outro trecho da decisão. 

Ainda na decisão, o magistrado determinou que Lúbia seja monitorada por tornozeleira eletrônica, assim como Marcus Vinicius Fraga Soarea, Cleyton Cesar Ferreira de Arruda, Augusto Cesar Ribeiro Macaúbas, Jurandir Benedito da Silva, Hian Vitor Oliveira Cavalcante e Kaio da Silva Nunes.

Já em relação a Gilberto Silva Brasil, Junior Alves Vieira, Robson Antônio da Silva Passos e Julyender Batista Borges, o juiz determinou que permanecessem presos para "garantia da ordem pública.

Conforme o magistrado, a medida visa "coibir a disseminação de prática criminosa que tantos malefícios acarretam para a vida em sociedade, mormente porque a organização criminosa foi responsável pelo aumento na onda de furtos qualificados e roubos contra agências bancárias ocorridos na região, colocando pânico toda a sociedade e ainda diante da reiteração criminosa dos acusados que registram extensa passagens criminais, principalmente por serem reincidentes".

Operação Luxus

A operação foi deflagrada pela GCCO, da Polícia Civil, no dia 4 de maio de 2017, depois de mais de seis meses de investigações que culminaram na decretação de 22 mandados de prisão contra 17 membros da organização criminosa.

Alguns dos 17  alvos tiveram mais de um mandado de prisão decretados pela Justiça,  em três inquéritos, sendo o primeiro referente ao roubo ao Banco do Brasil, da Avenida Pernanbuco, bairro Morada da Serra II, em 13 de novembro de 2016; o segundo do furto qualificado ao banco do Brasil de Poconé, ocorrido no dia 5 de fevereiro de 2017, e o terceiro inquérito, pelo crime de organização criminosa.

Com o dinheiro proveniente dos roubos, os integrantes ostentavam com viagens, carros de luxo, passeio de helicóptero e barcos.

No roteiro das viagens está o Rio de Janeiro, local preferido dos integrantes da organização criminosa. Na cidade maravilhosa, os assaltantes contrataram passeios de helicópteros por pontos turísticos do Rio e  "torraram" dinheiro no Carnaval do Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

Para entrar nos bancos, da Capital e do interior, os bandidos faziam o levantamento de pontos vulneráveis da agência, escolhiam dias  e horários com pouco movimento de pessoas nas ruas, como os finais de semana e feriados.

Eles promoviam a quebra da parede e o desligamento do alarme com uso de bloqueadores de sinal, impedindo que o sinal fosse acionado, desligavam câmeras e assim trabalhavam tranquilamente na abertura caixas eletrônicos e dos cofres instalados dentro das agências, de onde retiravam grandes somas de valores.

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