Boa tarde, Terça-Feira, 20 de Agosto de 2019
AUMENTA CRIMES
Prefeito de Aripuanã recorre à OAB e governo contra fechamento
Segundo o prefeito, a retirada da cadeia pública trará grande impacto para o município, que está em expansão.
08/05/2019 - 06h52 - Fonte: Thalyta Amaral /gazeta Digital

 

O fechamento da Cadeia Pública de Aripuanã (1.002 km a Noroeste de Cuiabá), não só desagradou os agentes penitenciários, como incomodou os moradores do município. Para evitar que a unidade penitenciária seja fechada, o prefeito Jonas Rodrigues da Silva (PR), veio a Cuiabá na segunda-feira (06) recorrer à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ao governo do Estado.

A primeira manifestação contrária ao fechamento foi do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen-MT), que divulgou uma nota no domingo (05), afirmando que o fechamento ocorreu porque o governo não tinha recursos para contratar os 18 agentes penitenciários, um médico e um enfermeiro que a Justiça determinou.

Segundo o prefeito, a retirada da cadeia pública trará grande impacto para o município, que está em expansão. “Fomos pegos de surpresa. Para nós foi uma situação bem delicada, constrangedora. Estamos recebendo um empreendimento muito grande, na envergadura de R$ 1,2 bilhão e tem uma migração muito forte de pessoas para o nosso município, além de contar também que nós temos setor mineral, que está em uma intensidade muito grande também”.

Por causa dessa migração, o número de crimes também teria aumentado, o que torna a cadeia ainda mais necessária. “Nós já estamos sofrendo, estamos sem um juiz na cidade, sem delegado e agora vem uma situação dessas, sem ter cadeia pública funcional”, afirma o prefeito.

Silva enfatiza que o município mais perto com cadeia pública é Juína, que está a 150 quilômetros de estradas de terra. “Se o cidadão for preso, vai para a delegacia e lá provavelmente deve ficar em uma cela improvisada até que se comunique Secretaria de Segurança e cadeia mais próxima. Isso pode demorar 30 horas, 72 horas. E não tem estrutura, são duas celas bem pequenininhas”.

Outro ponto problemático apontado pelo prefeito é que a além da estrutura física, a Delegacia não tem estrutura profissional para ficar com as pessoas detidas. “As pessoas que estão lá, são policiais que estão na rua trabalhando. Então, quem vai dar segurança para a delegacia quando tiver preso lá dentro? Não vai ter. O policial não vai virar carcereiro. Esperamos que reverta o mais rápido possível”.

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