Boa noite, Sábado, 14 de Dezembro de 2019
Proposta de Mendes
Deputado: Reforma é necessária, mas sem esse olhar empresarial
João Batista disse que não é favorável ao teor do texto apresentado pelo Governo Mendes
30/11/2019 - 17h17 - Fonte: MidiaNews

O deputado João Batista (Pros) disse ser favorável a uma reforma previdenciária no funcionalismo público, mas contrário a proposta apresenta pelo Governo de Mato Grosso aos servidores no início deste mês.

O deputado João Batista: Reforma da Previdência

A minuta – espécie de rascunho – apresentada pelo Executivo ao Conselho de Previdência, da qual os servidores, poderes e órgãos independentes fazem parte, tem como base a reforma proposta pelo presidente Jair Bolsonaro, e aprovada no Congresso Nacional.

Para João Batista, a reforma apresentada pelo Executivo tem um “olhar empresarial”, visando lucro e eficiência sobre o funcionalismo público.

“Está se olhando com olhar de patrão. O Governo fala do déficit de R$ 1,2 bilhão [das contas da previdência]. Não se pode olhar o salário do trabalhador como se fosse onerar o serviço público. O trabalhador do serviço público presta um serviço à sociedade”, afirmou ao MidiaNews.

“Seria como termos seis mil servidores na área de saúde e tomarmos uma medida para economizar recursos e cortar 1/3 desses servidores. Isso representaria menos impostos e também menos serviço público prestado à sociedade”, acrescentou.

Recentemente, o governador Mauro Mendes (DEM) apresentou um levantamento sobre a importância da aprovação da medida. Entre os dados, mostra um rombo de 2019 que foi de R$ 1,3 bilhão com tendência de crescimento.O levantamento prevê, já em 2021, o déficit da Previdência chegará a R$ 3,2 bilhões. 

Segundo o democrata, até 2029 o acumulado será de R$ 31,1 bilhões. De acordo com os dados, a medida vai gerar um valor de R$ 25 bilhões acumulados ao longo dos próximos dez anos. Até lá, o déficit deve ser de R$ 6 bilhões.

Para João Batista, o ideal é que se crie mecanismos para gerar uma maior arrecadação do Estado e de combate à sonegação e corrupção. 

“O que tem que se fazer é ter alternativas melhores dessa prestação de serviço, combater à corrupção, sonegação. É isso que tem ser feito. Não se vê ações tão efetivas no combate à corrupção. Só se vê retirar a prestação de serviço público para sociedade para poder diminuir a carga tributaria”, finalizou.

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