Boa tarde, Sexta-Feira, 15 de Dezembro de 2017
"ESTUPRO" DE CADELA
Promotora diz que há risco de estudante fugir ou ser assassinado
O jovem que filmou zoofilia foi solto sexta-feira pela Justiça; investigação aponta que ele participava de rede zoófila
02/05/2017 - 18h58 - Fonte: Midia News

A promotora de Justiça Ana Luiza Peterlini afirmou que a soltura do estudante Emerson Fernandes Pedroso, que fez um vídeo "estuprando" uma cadela, é prematura e pode comprometer o andamento das investigações, conduzidas pelo delegado Gianmarco Paccola Capoani, titular da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema).

O estudante Emerson Fernandes foi solto na última sexta-feira (28)

O delegado havia solicitado ao Poder Judiciário, na última quinta-feira (27), a prorrogação por mais cinco dias da prisão preventiva do estudante, que estava detido no Centro de Ressocialização de Cuiabá desde o dia 24 de abril. 

A promotora chegou a dar parecer favorável pela prorrogação da prisão. Porém, ele foi liberado no dia 28 por decisão liminar (provisória) concedida pela juíza Flávia Catarina Oliveira de Amorim, da Vara do Meio Ambiente.

De acordo com Ana Luiza Peterlini, o Ministério Público Estadual (MPE) até então tinha se manifestado favorável para que Emerson continuasse temporariamente detido.

“Nesse momento, o que se prioriza é a necessidade da prisão para investigação. O delegado então fundamentou dizendo que havia necessidade dele permanecer preso para a conclusão das investigações. Ele juntou uma série de diligencias que ainda precisava ser feitas para concluir e o Ministério Público entendeu que realmente havia essa necessidade. Além disso, ele corre risco se ficar solto. Infelizmente a juíza entendeu o contrário”, disse.

A Polícia espera pelo laudo que está sendo realizado pela Perícia Oficial Técnica de Identificação (Politec) no aparelho celular que o estudante utilizou para gravar e publicar o vídeo. As investigações apontam que ele participava de uma rede de zoofilia.

Conforme informou Paccola, o aparelho celular que Emerson utilizou para gravar o vídeo na verdade pertencia a outro proprietário, que tinha perdido o telefone numa festa. O estudante então passou a fazer posse do aparelho, gravando o vídeo do estupro que foi compartilhado no aplicativo WhatsApp. Quando o celular foi devolvido ao dono, ele foi formatado. A Politec agora busca pelos dados perdidos e outras provas.

Além de comprometer as investigações, Emerson foi ameaçado de morte, já tendo sofrido uma tentativa de homicídio em que teve seu veículo baleado na última quinta-feira (20), além de sua casa ter sido invadida.

“Se ele fugir, por exemplo, por causa das ameaças, eu já não tenho acesso a ele. Amanhã pode aparecer uma informação nova, em que terei que interrogá-lo novamente, fazer uma outra perícia. E existe também um risco de atentado contra a segurança. No caso pode acontecer um homicídio”, explicou o delegado anteriormente.

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