Boa noite, Quarta-Feira, 17 de Janeiro de 2018
POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL
Balanço de ações é apresentado na abertura de Curso do GCCO
Os policiais, muitos já aposentados, contribuíram para o crescimento e fortalecimento da unidade investigativa, assim como a Polícia Judiciária Civil.
17/11/2017 - 17h03 - Fonte: PJC-MT

Com números que mostram atuação expressiva, a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Judiciária Civil, iniciou nesta sexta-feira (17.11), o 1º Curso de Operações Antissequestro, para capacitar e nivelar os procedimentos operações dos policiais e também convidados de outras unidades para atuações conjuntas.

A aula inaugural foi coordenada pelo delegado, Luciano Inácio da Silva, que comandou a Gerência de Combate ao Crime Organizado por 14 anos, iniciando sua atividade quando a Gerência levava o nome de Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Gerência de Repressão a Sequestro e investigações Especiais (GRSIE).

Em sua fala, o atual titular do GCCO, Diogo Santana de Souza, apresentou balanço das ações da Gerência realizadas em 2017. Foram sete grandes operações, que levaram a prisão de 78 criminosos e ao cumprimento de 116 ordens de busca e apreensão domiciliar. “Ainda temos algumas ações para este ano, mas nossa meta é superar esses números em 2018”, afirmou Souza.

As operações são resultados de investigações que levaram a desarticulação de grupos organizados que vinham atuando em roubos e furtos a instituições financeiras (bancos), arrombamento de caixas eletrônicos, comércio de armas e munições, extorsão mediante sequestro, defensivos agrícolas, estelionatos e outros.

O delegado, Diogo Santana de Souza, disse que a partir do curso será elaborado um procedimento operacional padrão (POP), próprio para as atividades complexas da Gerência. “O objetivo principal desse curso é a padronização de nossas operações. Uma ação padronizada irá organizar nossas ações no futuro e dar resposta mais eficaz as nossas demandas. Nesses dias vamos conciliar o curso com as atividades da delegacia, que não pode parar”, destacou.

Presente na abertura, o secretário de Estado de Segurança Pública, Gustavo Garcia Francisco, parabenizou a atuação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) pelos trabalhos desenvolvidos no fortalecimento do sistema de Segurança Pública. “A Sesp sempre contou com os trabalhos do GCCO na repressão aos grupos organizados e quando se faz uma capacitação, com professores qualificados para compartilhar seus conhecimentos, isso trará resultados ainda melhores para unidade no futuro”, afirmou.

Durante o curso, 21 anos alunos, sendo a maioria policiais lotados no GCCO, e também no Centro Integrado de Operações Integradas de Operações Aéreas (CIOPAer), de unidades da Diretoria Metropolitana e Diretoria do Interior, terão aulas sobre investigações especiais, inteligência operacional, táticas policiais, gerenciamento de crise, direitos humanos, sobrevivência policial, técnicas não letais, uso diferenciado da força, gerenciamento de crise, direitos humanos, atendimento pré-hospitalar tático, operacional helitransportado.

Antes de começar a aula inaugural, empresas (Bom Futuro, Bravo Serviços, Top Gás) colaboradoras para a realização do curso, delegados, investigadores e um escrivão foram agraciados com uma placa de agradecimento, como forma de lembrar a importância de todos eles. Os policiais, muitos já aposentados, contribuíram para o crescimento e fortalecimento da unidade investigativa, assim como a Polícia Judiciária Civil.

Para o delegado geral da Polícia Civil, Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, o  trabalho prestado pelos profissionais que deram parte de suas vidas à instituição precisa ser valorizado e reconhecido. “Muitos se esforçaram e trouxeram aprendizados aos mais novos. Dignificaram nossa instituição e nos ensinaram que não podemos trabalhar com a possibilidade de errar. Práticas como essa de cursos pela Acadepol e o GCCO são importantes na atividade policial”, afirmou.

Aula Inaugural

Com experiência larga em diversos crimes, em especial os principais sequestros ocorridos em Mato Grosso, roubos a banco na modalidade Novo Cangaço e Sapatinho, o delegado Luciano Inácio da Silva atuou por 14 anos na Gerência de Combate ao Crime Organizado. Durante a aula inaugural falou dos casos em que investigou, das ferramentas de investigação policial, dos roubos a bancos, ocorridos entre os anos de 1985 a 2014, ainda quando estava no Estado de Goiás e depois na Polícia Civil de Mato Grosso, dos casos de seqüestros, importância de bancos de dados e uso de tecnologias.

Como mensagem deixou os novos policiais da unidade e seus sucessores. “Abracem a causa porque é muito bom ajudar as pessoas. Trabalhando na Polícia, principalmente, em uma unidade com essas atribuições a possibilidade é infinitamente maior. É prazeroso estar nesse setor da Polícia Civil, que me orgulho muito te ter consolidado”, orientou.

Homenageados

Na abertura do curso foram homenageados: os delegados Luciano Inácio da Silva, Flávio Henrique Stringueta e Carlos Fernando da Cunha Costa, os investigadores Marli Fernandes Dias, Evanildes de Carvalho Medeiros, Fernando Augusto Gomes Bezerra, Amarilio de Brito Teixeira,  Francisco Dias Lourenço, Alamir Cesar Macedo, Euripedes Alves de Jesus Filho (in memoriam), o escrivão Arlon Manoel Pereira. 

A investigadora Marli Fernandes Dias trabalhou na unidade por 16 anos, desde a criação do GCCO, em 2002, quando a primeira sede ficava no 3º andar da Secretaria de Estado de Segurança Pública. A policial que está aposentada, destacou vários casos de sequestros ao lado do delegado Luciano Inácio da Silva, para quem destaca ser um ícone nesse tipo de investigação.

“Fiquei 16 anos no GCCO. Lá eu ganhei experiência junto ao doutor Luciano Inácio,  que foi policial em Goiânia e era muito bom no crime de sequestro. Aprendi muito. Foi uma unidade que me marcou porque trabalhei em crimes muitos difíceis. Depois do desfecho chorávamos muito, porque a apuração era muito longa. No dia da minha aposentadoria chorei muito porque não queria sair do GCCO, da Polícia Civil, que é um sacerdócio”, destacou.

Também com atuação longa no GCCO, o investigador, Fernando Augusto Gomes Bezerra, disse que unidade agregou conhecimento a sua carreira policial. “Pude ajudar muitas famílias, pessoas sequestradas, pessoas reféns de assaltos a banco. Tenho orgulho de ter pertencido ao GCCO”, afirmou.

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