Boa tarde, Domingo, 18 de Fevereiro de 2018
JULGAMENTO DE LULA
Advogado de Lula diz que Lava Jato "censura a defesa"
Cristiano Zanin disse que ação que condenou Lula no caso do tríplex do Guarujá nasceu em um power point
24/01/2018 - 09h51 - Fonte: R7

Cristiano Zanin, advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirma que as palavras do procurador do MPF (Ministério Público Federal) no TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) mostram "como a força tarefa da Lava Jato vem atuando neste e em outros casos".

Defesa diz que ação nasceu de power point Luiz Munhoz/ Recorte de Olhar/ Estadão Conteúdo - 24.01.2018

O advogado fez a declaração durante o julgamento do recurso de Lula, que acontece nesta quarta-feira (24), em Porto Alegre. Zanin teve 15 minutos para expor o posicionamento da defesa. 

— O pensamento [da força tarefa] é de censura a defesa, é de censura a academia, é de censura ao povo. 

Zanin afirma que a ação que investiga Lula nasceu "de um power point que tratava o ex-presidente como culpado". Para a defesa, existe uma motivação política no caso do ex-presidente. 

— Se a acusação não tem alguma motivação politica — e no caso tem — a defesa não precisa identificar traços políticos. 

O advogado de Lula diz que o ex-presidente não é dono do tríplex. O ex-presidente sempre negou ser proprietário do local. 

— O tríplex sempre pertenceu a OAS Empreendimentos. O ex-presidente jamais recebeu as chaves, jamais passou um dia, jamais passou a noite lá.

Condenação

O ex-presidente foi condenado em julho de 2017 a nove anos e seis meses de prisão pelo juíz Sérgio Moro, da 13º Vara Federal de Curitiba, por supostamente ter recebido um tríplex no Guarujá da empreiteira OAS em troca de contratos com a Petrobras.

Além de Lula, recorreram contra a sentença o ex-presidente da OAS, José Aldemario Pinheiro Filho (condenado em primeira instância a 10 anos e 8 meses), o ex-diretor da área internacional da OAS, Agenor Franklin Magalhães Medeiros (condenado a 6 anos), e o ex-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, absolvido em primeira instância, mas que requer troca dos fundamentos da sentença. O Ministério Público Federal recorreu contra a absolvição em primeira instância de três executivos da OAS: Paulo Roberto Valente Gordilho, Roberto Moreira Ferreira e Fábio Hori Yonamine.

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