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RUMO AS ELEIÇÕES
Bolsonaro pode não ser machista, pontua Selma ao comentar declarações polêmicas
A magistrada afirma que no feriado prolongado desta Semana Santa irá descansar e pensar em seu futuro político.
30/03/2018 - 13h12 - Fonte: Rd News

econhecida pelo papel de destaque em um ambiente com hegemonia masculina, a juíza Selma Arruda, que espera a publicação de seu ato de aposentadoria da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, ainda não confirma sua filiação ao PSL. No entanto, não demonstra preocupação em estar no mesmo partido liderado pelo deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que já fez diversas declarações consideradas machistas.

Em um dos seus momentos mais controversos, em dezembro de 2014, Bolsonaro disse para a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) que não a estupraria, pois ela não merecia. Por conta de tais ofensas, o parlamentar foi condenado a pagar indenização de R$ 10 mil à petista por danos morais.

"Ela não merece [ser estuprada] porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece", disse Bolsonaro, em entrevista ao jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul.

Agora, alguns anos depois de Bolsonaro dar a entender que algumas mulheres mereciam ser estupradas, Selma foi convidada para além de se filiar, se candidatar ao Senado pelo PSL. Para a magistrada, tal convite pode ser considerado como uma demonstração de que o presidenciável não é tão machista como aparece.

“Não há nada que não possa ser ultrapassado. Se a pessoa, seja lá quem for, tem a tendência ao machismo, acho que essa tendência se desfaz, na medida em que essa pessoa convida uma mulher para se candidatar pelo partido. Ele poderia convidar um homem, mas convidou uma mulher. É um sinal de que talvez esse machismo que acusam não seja realmente uma característica tão acentuada no caráter dele”, defende.

Selma confessa ter pensado muito nesta questão e ter chegado a conclusão que declarações pessoais não irão interferir no seu processo de escolha para se filiar a um partido. Ao , a magistrada reforça que só não seria companheira de políticos condenados por ela e taxados de corruptos.

Quanto a relação com o político conhecido pelas suas declarações questionáveis, Selma declara que as pessoas se filiam ao partido e não a uma liderança política. Diz que ao fazer o convite, Bolsonaro deixou claro que ela terá total liberdade para agir de acordo com seus princípios.

“Não sou xerox de ninguém. Não vou carregar fardo por declarações ou pensamentos pelos quais eu não coaduno”

“Não sou xerox de ninguém. Não vou carregar fardo por declarações ou pensamentos pelos quais eu não coaduno. A gente se filia a um partido pela ideologia dele, pela forma na qual as pessoas que estão ali se comprometem”, pontua.

A expectativa de Selma é de que sua aposentadoria seja publicada no Diário Oficial de Justiça até a próxima terça (03), quando ela pretende anunciar sua decisão de integrar ou não os quadros do PSL. A magistrada afirma que no feriado prolongado desta Semana Santa irá descansar e pensar em seu futuro político.

Em Mato Grosso, a filiação de Selma gera grande expectativa no partido de extrema direita. Além de seu nome para o Senado, a legenda trabalha na pré-candidatura do ex-prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, para o Governo do Estado.

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