Boa noite, Segunda-Feira, 18 de Junho de 2018
REVOLTA DA BOLEIA
“É a desobstrução para economia voltar ou pescoço do presidente”
Blairo Maggi diz que presidente enfrenta movimento político e precisa tomar providências
30/05/2018 - 10h45 - Fonte: Midia News

 

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi e o presidente Michel Temer

O ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) afirmou que o presidente Michel Temer (MDB) precisa conseguir a retomada do transporte de cargas em todas as rodovias do País, sob risco de não ter condições políticas de continuar no cargo.

Em entrevista à rádio Capital FM, na manhã desta quarta-feira (30), Maggi disse que o presidente enfrenta, no momento, um movimento político que quer tirá-lo do Planalto.

“Há um movimento que tem objetivo de derrubar o Governo, não tenho dúvida disso. Falei com o presidente sobre esse assunto. O Governo precisa tomar uma decisão: ou ele desbloqueia todas essas estradas, faz com que as mercadorias voltem a funcionar, que a economia volte a funcionar, ou então, de fato, não tem como continuar. É mais ou menos assim, desculpe a franqueza. É a desobstrução e a economia voltar ou é o pescoço do presidente que vai rolar”, disse.

No final da última semana, Temer editou um decreto que permite ao governo assumir o controle de caminhões para desobstruir as rodovias.

A greve dos caminhoneiros teve início na semana passada. A categoria protesta em todo o País contra o aumento nos preços do óleo diesel.

Segundo o ministro, todas as reivindicações da categoria foram atendidas por Temer, mas há também pautas políticas a impedir o fim do movimento.

“Toda a pauta dos caminhoneiros foi atendida. Daqui para frente, a paralisação é por outros motivos. Se querem derrubar o presidente, como parece que querem, um movimento político, é a sociedade que vai sofrer muito. Os preços dos alimentos vão subir e já estão subindo, o desabastecimento é grande”, afirmou o ministro.

“Não estou reclamando dos caminhoneiros. Eles fizeram um movimento, foram atendidos, disseram que estavam prontos para ir embora, mas que agora estão reféns de baderneiros e pessoas que querem se aproveitar para fazer política em um período de política. Não se justifica isso e por isso tem que repudiar e forçar a liberação para a economia voltar ao normal”, defendeu.

Blairo também repudiou o pedido de setores favoráveis a uma intervenção militar no País. Para o ministro, a democracia demorou a ser conseguida e precisa ser mantida. Ele acredita que o pedido venha de uma minoria.

“A gente vai viver um processo democrático. No mês de outubro, temos eleições e será o momento de o povo exercer o seu direito de escolher quem achar que deve escolher, o caminho que escolher. Aí, vamos seguir no ano que vem, dentro de uma política que a maioria escolher, mas pelo voto, não pela força, como alguns estão querendo fazer”, disse.

A paralisação

Em Mato Grosso, foram 30 pontos de paralisação dos caminhoneiros nas rodovias federais. O protesto teve início na segunda-feira (21) e é contra os sucessivos aumentos no preço do óleo diesel, o que estaria tirando a rentabilidade do setor.

O governador Pedro Taques afirmou que a paralisação afetou as contas do Executivo. A projeção da Secretaria de Estado de Fazenda é que a queda, somente no comércio, fique entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões por dia.

A manifestação se manteve mesmo após o presidente Michel Temer (MDB) ter anunciado novas medidas contemplando reivindicações da categoria. 

Em Mato Grosso, Taques anunciou o congelamento da base de cálculo do ICMS do óleo diesel pelos próximos 30 dias. Ao todo, a redução seria de R$ 0,17 na base, o que levará a uma renúncia fiscal de R$ 10 milhões.

 

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