Boa noite, Sábado, 26 de Maio de 2018
OPERAÇÃO ESDRAS
Justiça Militar inicia julgamento de coronéis envolvidos em esquema de grampos na PM
Segundo o processo, Costa Soares foi convocado para atuar como escrivão no inquérito do caso grampos.
07/02/2018 - 10h25 - Fonte: Olhar Direto

O juiz da 11ª Vara Militar de Cuiabá  Murilo Mesquita inicia às 8h30 deta sexta-feira (9), as audiências de instrução e julgamento relativas ao inquérito Policial Militar instaurado em face dos supostos responsáveis pelo esquema de interceptações grampos ilegais na corporação (“Operação Esdras”).
 

Responderão nesta ação: Zaqueu Barbosa; Evandro Alexandre Lesco; Ronelson Barros; Januário Batista e Gerson Correa Júnior. 

A operação responsável por revelar o esquema de interceptações ilegais na PM chama-se "Esdras" e foi desencadeada em 27 de setembro de 2017, com base no depoimento prestado pelo tenente coronel da Policia Militar José Henrique Costa Soares, revelou um verdadeiro esquema criminoso para frear as investigações sobre interceptações ilegais e afastar o desembargador.
 
Conforme os autos, em depoimentos prestados por Soares, “descortinou-se um sórdido e inescrupuloso plano” no intuito de interferir nas investigações policiais e macular a reputação do desembargador Orlando Perri em todos os inquéritos instaurados.

Segundo o processo, Costa Soares foi convocado para atuar como escrivão no inquérito do caso grampos. Logo da convocação, a suposta organização criminosa teria buscado sua cooptação.
 
Seria tarefa do tenente coronel a juntada de informações sobre Perri para provocar a suspeição do magistrado. 

Reportagem do programa "Fantástico", da Rede Globo, revelou na noite de 14 de maio que a Polícia Militar em Mato Grosso “grampeou” de maneira irregular uma lista de pessoas que não eram investigadas por crime.
 
A matéria destacou como vítimas a deputada estadual Janaína Riva (PMDB), o advogado José do Patrocínio e o jornalista José Marcondes, conhecido como Muvuca. Eles são apenas alguns dos “monitorados”. O esquema de “arapongagem” já havia vazado na imprensa local após o início da apuração de Fantástico.
  
Os grampos foram conseguidos na modalidade “barriga de aluguel”, quando investigadores solicitam à Justiça acesso aos telefonemas de determinadas pessoas envolvidas em crimes e no meio dos nomes inserem contatos de não investigados. Neste caso específico, as vítimas foram inseridas em uma apuração sobre tráfico de drogas.

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