Boa noite, Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
TROCA DE VIVÊNCIAS
“MPMT Experience 2018” reúne histórias reais de membros e servidores
Durante a palestra ela ressaltou ainda que o analfabeto do século 21 não será aquele que não consegue ler e escrever, mas sim o que não consegue aprender, desaprender e reaprender.
29/10/2018 - 16h42 - Fonte: MP-MT

Uma coletânea de histórias reais – profissional e pessoal - narradas por membros e servidores do Ministério Público do Estado de Mato Grosso marcaram o “MPMT Experience 2018”, realizado nos dias 25 e 26 de outubro, na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. Nas páginas da vida de cada um, momentos de alegria, sofrimento, conquistas, derrotas, desafios, aprendizado, superação e muita resiliência. As experiências de vida compartilhadas mostraram que é esta diversidade de pessoas com suas histórias, seus talentos e suas habilidades que formam esta estrutura chamada Ministério Público, uma instituição que foi criada com a missão de buscar a Justiça social e o pleno exercício da democracia.

Ao todo, foram ministradas 15 palestras por integrantes da instituição. Cerca de 400 pessoas participaram do evento e outras 60 acompanharam ao vivo, via skyp for business, nas promotorias do interior do Estado. O evento foi uma ação do projeto Gestão por Competências, realizado pela Procuradoria Geral de Justiça, com apoio da Associação Matogrossense do Ministério Público (AMMP), Associação dos Servidores do Ministério Público (ASMIP) e Sindicato dos Servidores do MP (SINDSEMP).

Para o procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, o grande capital da instituição Ministério Público são as pessoas. “Antes de sermos servidores somos pessoas. São vocês, membros e servidores, que fazem a instituição no dia a dia, com seu comportamento, suas atitudes e sua disposição em servir, em ajudar, em auxiliar aqueles que nos procuram”.

Ele aproveitou a oportunidade para agradecer os apoiadores do evento, “que sem eles não seria possível, e aos colegas que vestiram a camisa e transformaram a ideia em realidade. Com certeza, este encontro será muito útil na vida de cada um de vocês. Para trabalhar no Ministério Público é preciso, acima de tudo, ter paixão e isso, felizmente, nós vemos aqui na instituição, nós somos apaixonados por servir. Por isso, sabemos da importância e do tamanho da nossa função. Além de ter paixão por servir, temos que ter paixão por aprender, por evoluir, por melhorar, paixão por se capacitar, para que possamos ser um Ministério Público melhor e que atenda aos anseios da sociedade”.

A secretária-geral de Administração, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert  na sua palestra sobre “Transformação, Desafio e Oportunidade: a Habilidade de Construir o Agora!” citou Charles Darwin o qual já dizia que não é o mais forte e nem o mais inteligente que sobrevive, mas sim o que de adapta melhor as mudanças. 

“Temos que compreender que os cenários mudam, que os ambientes se transformam, que os problemas são outros. Para se adaptar a estas mudanças é preciso novas atitudes, novas regras, não dá mais para continuar usando regras do passado para resolver problemas do presente. Mudar não é um prazer, mas uma necessidade”, destacou.

O ritmo acelerado com que as informações chegam hoje é totalmente diferente do que ocorria no passado, quando as pessoas viviam 20, 30 anos, usando as mesmas fórmulas para resolver suas demandas.

“Hoje em um curto espaço de tempo tudo mudou. Mas, diante desta transformação nós também temos a oportunidade de mudar. Temos que buscar realizar algo novo que gere resultados positivos. Hoje o conhecimento tem prazo de validade muito curto, porque tudo muda velozmente e nós temos que continuar aprendendo, temos que ser eternos aprendizes, aprender o todo tempo e de tudo, pois aquilo que nós aprendemos hoje vale por pouco tempo. As transformações vem e nós vamos ter que desaprender e aprender de novo”.

Durante a palestra ela ressaltou ainda que o analfabeto do século 21 não será aquele que não consegue ler e escrever, mas sim o que não consegue aprender, desaprender e reaprender. “Ai muitos podem dizer: mas eu sor servidor público, já estudei muito para passar num concurso público ou exerço um cargo em comissão por conta do meu currículo. Vou aprender mais o que? Temos que ter em mente que o homem está avançando tanto na tecnologia em 2029 um único computador terá superado a nossa inteligência. E aí, nós vamos aprender o que? Nós vamos continuar competindo com a máquina naquilo que ela vai fazer e já faz muito melhor do que nós?”, questionou.

A promotora, porém, destaca que apesar de o homem avançar a passos largos na criação da inteligência artificial, não há indícios, pelo menos tão cedo, de que será criado consciência artificial. “Inteligência é resolver problema, a máquina resolve e resolverá muito melhor do que nós. Consciência é sentir e não há indício de que tão cedo esta máquina poderá sentir, poderá ser criativa, poderá ter insight e são de pessoas que sentem, que são criativas que nós precisamos na instituição”. 

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