Boa noite, Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
POLÍTICA MT
Comissão da AL veta empréstimo de R$ 800 milhões para obra
Operação seria realizada com a Caixa Econômica Federal e conta ficaria para governos futuros
01/11/2018 - 13h25 - Fonte: An agencia da noticia

A Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da Assembleia Legislativa (ALMT) manifestou parecer contrário à mensagem enviada pelo governador Pedro Taques (PSDB), que pedia autorização para emprestar R$ 800 milhões junto à Caixa Econômica Federal (CEF), a fim de concluir as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
 
Relator da solicitação do governo, o deputado Adalto de Freitas (Patri) manifestou parecer contrário à autorização para o empréstimo, tendo em vista que o atual governo encontra-se no fim de seu mandato.
 
“Não é correto autorizar a contratação de tamanho crédito em final de governo, considerando que a conta ficará para ser paga pelos futuros administradores do Estado”, disse o parlamentar.
 
Presidente da Comissão, o deputado Wilson Santos (PSDB) também votou pela inviabilidade da autorização.
"É até uma questão de coerência, até mesmo porque o governador eleito, Mauro Mendes [DEM], já pediu à sociedade o prazo de um ano para avaliar a viabilidade e os meios necessários para a conclusão do VLT", alegou.
 
Obra "fora dos trilhos"
 
Iniciadas em 2012, as obras do VLT estão paradas desde dezembro de 2014. Até então, apenas 6 km dos 22 km dos trilhos foram concluídos.
 
Orçado em R$ 1,477 bilhão - dos quais R$ 1,066 bilhão já foram aplicados, segundo dados da data base de maio de 2012 -, o contrato com o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande foi rescindido pelo Governo do Estado após a Operação Descarrilho - deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2017 - que apontou indícios de irregularidades no acordo.
 
Além disso, o governo instalou processo administrativo para apurar possíveis infrações contratuais e prometeu lançar uma nova licitação para a obra.
 
Enquanto isso, os 42 vagões vão se deteriorando no Centro de Controle Operacional e Manutenção, que fica próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande.
 
Comprados quando a obra foi iniciada, os materiais rodantes custam ao Governo cerca de R$ 16 milhões por mês para manutenção.

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