Boa noite, Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
USOU TRIBUNA
Em defesa de Taques, Wilson Santos traça linha do tempo para rebater delação de Alan Malouf
O deputado estadual e vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa, Wilson Santos (PSDB), usou a tribuna para defender o governador Pedro Taques (PSDB), que corre risco de ser afastado por conta de acusações de participação em esquemas de corrupção
07/11/2018 - 08h47 - Fonte: Olhar direto

O deputado estadual e vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa, Wilson Santos (PSDB), usou a tribuna para defender o governador Pedro Taques (PSDB), que corre risco de ser afastado por conta de acusações de participação em esquemas de corrupção. O parlamentar traçou uma linha do tempo dos fatos narrados por Alan Malouf em sua delação premiada e sustentou a ação do governador que, segundo Santos, coibiu a continuidade dos crimes cometidos pelo empresário no Estado.

“Conheço o Alan Malouf há mais ou menos 30 anos, foi nosso aluno no Colégio Ângulo aqui em Cuiabá. E tenho por ele, pessoalmente, respeito e admiração. Não vai haver aqui nenhum ataque de ordem pessoal. Mas como vice-líder do Governo farei aqui um contraponto e pontuações importantes em relação aquilo que Alan Malouf fez em sua delação. Quero dizer que Alan Malouf tentou fazer vários negócios com o Governo Pedro Taques, vários negócios. Sabem quantos negócios ele conseguiu fazer com o Governo Taques? Nenhum. Zero! O empresário Alan Malouf, com suas empresas, não fez com o Governo Pedro Taques, desde janeiro de 2015 até o final deste Governo, nenhum negocio. Não possui contratos com o Governo Pedro Taques”, iniciou o deputado, que prometeu utilizar de mais sessões para continuar destrinchando a delação de Alan Maluf.

A delação de Alan Malouf foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 19 de abril deste ano. O documento revelou uma trama classificada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, como um “esquema complexo de arrecadação de verbas para campanhas eleitorais”. Segundo o delator, Pedro Taques teria ciência das irregularidades e seria o principal beneficiário.

Em sua sustentação, Wilson Santos citou uma série de editais de licitações entre as quais Alan Malouf e seus familiares teriam buscado firmar contrato no Governo, todas elas sem sucesso. Até que, em dado ponto da linha do tempo traçada pelo parlamentar, Malouf se associa ao empresário Giovani Guizardi e estabelece vínculo com a Secretaria de Educação.

De acordo com Wilson Santos, Guizardi costumava dizer “em conversas informais” que Pedro Taques não mandava na Seduc. “Nós temos depoimentos de empresários do caso Remora que dizem que o senhor Guizard disse em conversas informais que o governador Pedro Taques não mandava na Seduc. No momento oportuno e se necessário eu trago o nome do empresário que disse, quando disse e para quem disse”, afirmou o parlamentar.

“Em janeiro de 2016 chega uma denúncia no Gabinete de Combate à Corrupção para a secretária Adriana Vandoni, contra a Seduc. Ela chama o Permínio Pinto e faz essa observação, de que ela tinha essa denúncia anônima, para que ele pudesse responder isso. Em abril de 2016 o governador Pedro Taques regulamenta a lei anticorrupção em Mato Grosso e a operação Remora acontece a partir de maio. Logo em seguida o governador exonera o Perminio, o Frigeri e o Moises Dias da Silva. Suspende os contrato e licitações em andamento. Abre PAD’s contra servidores e empresários e abre auditorias para investigar o caso. A CGE finalizou o relatório dizendo que a Seduc precisava aperfeiçoar os editais e apontou o caminho da redução do dano que seria algo em torno de R$ 370 mil. Em outubro de 2016 o Governo rescindiu todos esses contratos unilateralmente”, acrescentou Wilson Santos.

A Operação Rêmora, deflagrada em 2016, revelou um esquema de direcionamento de obras de reformas de escolas públicas em Mato Grosso. De acordo com o Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE) a organização criminosa era dividida por três núcleos e tinha o envolvimento de agentes públicos e de empresários.

Wilson Santos também rebateu a acusação de recebimento de propina da Cervejaria Petrópolis e outros casos delatados por Alan Malouf e que incriminam Taques, mas não as esmiuçou. O deputado prometeu voltar a tocar no assunto nas próximas sessões.

“Em que pese todo o respeito que o empresário Alan Malouf merece, pela geração de empregos, pelo pagamento de impostos, por investir em nosso Estado. Mas a verdade é uma só. Comecei a responder hoje e vou fazer um resumo: o empresário Alan Malouf que eu conheço, que foi meu aluno, que respeito sua brilhante família, tentou fazer quase uma dezena de negócios com o Governo Pedro Taques, mas não conseguiu fazer nenhum contrato. Retornarei breve para falar da Cervejaria Petrópolis, do Posto Marmeleiro, da City Lar e vou falar da Consignum”, pontuou.
 

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