Boa tarde, Domingo, 17 de Novembro de 2019
REEQUILÍBRIO FISCA
Governo prevê fim do déficit financeiro de MT somente em 2021
Gallo diz que melhora do cenário de iniciou este ano, com corte de gastos e melhora na arrecadação
14/10/2019 - 13h48 - Fonte: MidiaNews

O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, afirmou que o reequilíbrio fiscal de Mato Grosso deve ocorreu somente em 2021. Isso porque, segundo ele, o cenário econômico começará a melhorar a partir do final do ano que vem.

Em entrevista à imprensa, na última semana, Gallo atribuiu o reequilíbrio fiscal do Estado a uma série de medidas adotadas para a diminuição do custeio da máquina pública.

“Nós devemos chegar ao final de 2020 com todas as premissas ocorrendo: o País voltando a crescer, o PIB [Produto Interno Bruto] voltando a crescer e com a economia de fato seja ativada. Assim, teremos no final de 2020, entrando em 2021, um cenário de equilíbrio econômico”, disse.

Gallo lembrou que o governador Mauro Mendes (DEM) iniciou 2019 com um déficit orçamentário de R$ 1,7 bilhão e a previsão era de que esse cenário se mantivesse. Entretanto, segundo ele, com as medidas adotadas este ano, o valor será menor.

Em julho, o Governo encaminhou um projeto de lei à Assembleia Legislativa para reinstituir os incentivos fiscais de empresas. O governo ainda suspendeu qualquer aumento salarial aos servidores.

Além disso, Gallo citou que foram economizados R$ 200 milhões com custeio da máquina apenas nos primeiros oito meses de gestão. Esses gastos correspondem a prestação de serviços, água, luz, telefone, papeis, dentre outras despesas básicas.

“Isso já faz com que ao fim do ano, a gente não chegue com dívidas para o ano seguinte na ordem de R$ 1,5 bilhão como estava previsto. Vamos terminar em uma condição muito melhor. Em torno de R$ 1 bilhão a menos”, explicou.

“Foi feito um trabalho para melhoria da receita. Cortamos alguns incentivos fiscais que não tinham o menor sentido, que eram, de fato, privilégios. Mantemos os que tinham sentido para o desenvolvimento do Estado.De outro lado trabalhando fortemente no corte e no controle da despesa. Não deixamos crescer a despesa com pessoal, porque nós não podíamos, em função do estouro da Lei de Responsabilidade Fiscal. Tivemos inclusive uma greve”, afirmou.

Crescimento do PIB     

Apesar da boa perspectiva para o futuro, Gallo citou ainda haver um baixo crescimento da economia este ano. Para ele, isso se deve a demora na aprovação de reformas previstas para ocorrer no Congresso Nacional, em especial a da Previdência.

Para ele, houve uma grande expectativa do mercado para a aprovação das novas legislações. A reforma da previdência – ainda em trâmite no Senado - por exemplo, estima uma economia de R$ 1 trilhão aos cofres públicos em 10 anos. 

“Isso acabou refletindo no humor do mercado e, consequentemente, no ritmo de atividade econômica no nosso País. Mas para o ano que vem, de fato, há uma perspectiva melhor”, disse.

Para o ano que vem, a perspectiva do País é de um crescimento do PIB de quase 2%. Em Mato Grosso, segundo Gallo, a estimativa é de 3,8%.

“Nós colocamos uma média de 3,8% de tudo que é produzido no Estado. Quer dizer, há uma expectativa de fato da retomada do crescimento econômico, que é importante para todo mundo. Isso gera emprego, gera renda, consumo. É bom para o comércio, indústria. Enfim, estamos com uma boa expectativa para o ano que vem”, completou. 

 

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