Boa tarde, Domingo, 22 de Setembro de 2019
MERCADO EDITORIAL
Nora Roberts entra na Justiça contra escritora brasileira
A norte-americana acusa a brasileira Cristiane Serruya de ‘multiplágio’, pede indenização no valor de 3 mil vezes o valor do livro e promete doar dinheiro para instituição de combate ao analfabetismo
25/04/2019 - 14h22 - Fonte: publishnews

Nora Roberts entrou nesta quarta-feira (24) com uma ação na Justiça brasileira de indenização contra a escritora brasileira Cristiane Serruya por “multiplágio”. Na ação, a escritora norte-americana acusa a brasileira de reprodução de vários trechos de obras literárias de sua autoria em livros de Serruya, em especial dos títulos Royal loveRoyal affairUnbroken loveHot winterForevermore e Baroness’s diary. Para chegar à conclusão do plágio, a Roberts usou o programa Grammarly e por meio dele detectou uma “colcha de retalhos literária” de sua obra, “na qual trechos inteiros das obras da autora – e de outros escritores – foram reproduzidos literalmente, copiados mecanicamente, por vezes com mínimas alterações, sem o uso de aspas, nem tampouco a identificação da fonte”. Ainda na inicial, se lê: “Foi um ato de rara e gritante usurpação de obra intelectual”.

 

Serruya, embora brasileira e residente no país, publica seus livros em língua inglesa desde 2012 e os comercializa em plataformas de autopublicação. Na ação, Roberts chama Serruya de “serial plagiarizer” e fala que foram encontrados plágios de 34 outros autores em 51 livros da brasileira. Em correspondência à Nora Roberts, Serruya informou a venda de 22 mil livros físicos e o licenciamento de 68 mil downloads gratuitos.

Quando a história veio a público, Serruya culpou um ghost writer freelancer de uma empresa chamada Fiverr. Mas Roberts ressalta na ação que a responsabilidade pelo plágio é exclusiva de Serruya já que ela se beneficiou dos resultados financeiros ou da fama decorrentes da venda e da notoriedade dos livros publicados em seu nome.

Roberts aponta circunstâncias agravantes no caso como a exclusão dos perfis de Serruya no Twitter, no Facebook e nas páginas da Amazon, Barnes & Noble e e-Bay.

Evocando a lei brasileira, Nora Roberts lembra que a maioria das vendas foram de e-books, portanto, não faz sentido aí a apreensão dos exemplares. Pede, então, que seja aplicada, como reparação por danos materiais, o valor equivalente a três mil exemplares, considerando maior valor cobrado por cada um deles. Na ação, a norte-americana garante ainda que, caso ganhe o pleito, doará o dinheiro – ela estima pelo menos US$ 25 mil - a instituições de combate ao analfabetismo. Além disso, os livros físicos deverão ser apreendidos e a sua impressão e vendas suspensas. A título de reparação de danos morais, a autora da ação pede igual valor.

Além disso, Nora Roberts pede na Justiça que Serruya crie e mantenha um site contendo a íntegra digitalizada dos seus livros com os trechos plagiados assinalados. Com isso, a americana quer inibir a comercialização de obra concebida de forma ilícita.

O PublishNews não o conseguiu contato de Serruya.

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