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MERCADO EDITORIAL
Saraiva perde 62,7% do seu faturamento no primeiro semestre de 2019
Se em 2018, a varejista finalizou o primeiro semestre com receita bruta acima do R$ 1 bilhão, em igual período de 2019, essa cifra não chegou nem aos R$ 400 milhões
15/08/2019 - 17h39 - Fonte: publishnews

A Saraiva tornou público os resultados do seu segundo trimestre de 2019, consolidando a sua performance no primeiro semestre do ano. Na comparação com 2018, o que se vê é uma situação muito complicada. As receitas brutas desabaram nesse primeiro semestre. Caíram de R$ 1 bilhão apurado nos seis primeiros meses de 2018 para R$ 374 milhões agora em 2019. Muito dessa queda no faturamento se deve ao fechamento de lojas e à saída da operação do segmento de informática e telefonia, que trazia muito dinheiro para a empresa, mas deixava pouca rentabilidade.

No segundo trimestre, a receita bruta das lojas físicas atingiu R$ 105,4 milhões, o que representa queda de 56,7% quando comparada com igual período de 2018. No critério “mesmas lojas”, o declínio foi de 46,4%. Ainda considerando só o segundo trimestre, as vendas apuradas no site apresentaram queda de 60,8%. A empresa credita esse mau desempenho no meio virtual às instabilidades de sua plataforma antiga (uma nova está sendo implementada) e ao “acirramento da competitividade na categoria de livraria com a entrada de novos players via marketplace”.

O prejuízo líquido acumulado no primeiro semestre é de R$ 135 milhões, aumento de 273% na comparação com igual período de 2018, quando havia se apurado prejuízo de R$ 56,4 milhões.

Na mensagem aos investidores, a empresa assumiu que os esforços adotados nos últimos períodos não foram suficientes e que colocou em curso “mudanças bruscas” “visando a adequação do patamar operacional e financeiro”. Entre essas mudanças, já está em curso o sistemático fechamento de lojas que não alcancem EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) menor que 5%. A Saraiva chegou ao fim do primeiro semestre de 2019 com 74 lojas. Outra mudança é a implementação de uma nova plataforma de e-commerce. Essa migração deu início em abril passado e ainda está em curso. Segundo a empresa, essa nova estrutura é “mais leve, ágil e estável”.

Recuperação judicial

A Saraiva enfrenta um impasse com seus credores que já demonstraram não ter interesse em aprovar o plano de recuperação judicial nos moldes que foram apresentados. Há uma pressão para que a família Saraiva deixe o comando da empresa. A assembleia geral de credores já teve que ser remarcada três vezes e uma nova está agendada para o próximo dia 23.

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