Boa tarde, Sexta-Feira, 15 de Dezembro de 2017
ATUALIDADES
Profissionais do livro para a infância criam movimento contra o desmonte da cultura
Ilustradores como Ciça Fittipaldi e Lúcia Hiratsuka participam do movimento que é encabeçado pela editora Daniela Padilha, pelas autoras Rosinha e Aline Abreu e pela livreira Gislene Gambini
20/09/2017 - 10h02 - Fonte: PUBLISHNEWS

Uma exposição que será aberta no próximo dia 30, na Livraria NoveSete (Rua França Pinto, 97 – Vila Mariana – São Paulo/SP), vai marcar o lançamento do Movimento Literatura e Resistência, encabeçado pela editora Daniela Padilha (Jujuba), pelas ilustradoras e escritoras Rosinha e Aline Abreu e pela livreira Gislene Gambini (NoveSete). Com o movimento, que ganhou a adesão de nomes do quilate de Ciça Fittipaldi, Lúcia Hiratsuka, Ionit Zilberman, Marilda Castanha e Renato Moriconi, elas querem articular ações de atores da cadeira produtiva do livro infantil e juvenil contra o que chamam de "desmonte da Cultura". “Desde 2014, já tínhamos notícias da suspensão das compras de governo. Mas tem algo maior, que mais nos apavora dentre outras coisas mais: o congelamento por 20 anos do investimento em Educação e Cultura, e a destruição do ensino público em geral. Isso nos impacta a curto prazo, mas nos impacta ainda mais a longo prazo", explica a pernambucana Rosinha.

© Rafa Anton

“A exposição é a manifestação artística encontrada para dar início ao Movimento. O que nos moveu foi a possibilidade do encontro, da conversa e partilha, ponto-chave do Movimento. Pretendemos trazer outros atores da cadeia do livro e leitura para discutirmos os caminhos de resistência desse momento que estamos vivendo. Os cartazes e ilustrações estarão à venda e com o valor arrecadado queremos multiplicar esses encontros em outros estados”, completou Daniela Padilha.

Para marcar a abertura da mostra, que fica em cartaz na NoveSete até o dia 4 de fevereiro, a livraria receberá um bate-papo intitulado Como resistir? A cadeia produtiva do livro de literatura. A conversa será mediada pela ilustradora Rosinha, e contará com a participação de Aline Abreu, Daniela Padilha, Zeco Montes, Silvana Gili, Silvana Tavano e Gislene Gambini. O papo acontece no dia 30, às 13h30, com entrada é gratuita.

Além da exposição e do evento, as organizadoras prepararam um manifesto no qual estão listadas as diretrizes do movimento. O documento, que pode ser lido na íntegra logo abaixo, aponta que “uma das trágicas consequências do golpe parlamentar sofrido pelo país é a desarticulação da rede de literatura para crianças e jovens. Seja pela diminuição ou enfraquecimento dos eventos do livro, pelo fechamento de várias editoras e livrarias, pela extinção ou deformação das políticas de acesso ao livro com encerramento de atividades ou privatizações de bibliotecas públicas, pelo deslocamento dos profissionais para outras áreas, ou ainda, e talvez principalmente, pelo silêncio dos atores que compõem a cadeia do livro”.

Veja abaixo a íntegra do manifesto do movimento e algumas das ilustrações que compõem a mostra

Carta-manifesto

Uma das trágicas consequências do golpe parlamentar sofrido pelo país é a desarticulação da rede de literatura para crianças e jovens. Seja pela diminuição ou enfraquecimento dos eventos do livro, pelo fechamento de várias editoras e livrarias, pela extinção ou deformação das políticas de acesso ao livro com encerramento de atividades ou privatizações de bibliotecas públicas, pelo deslocamento dos profissionais para outras áreas, ou ainda, e talvez principalmente, pelo silêncio dos atores que compõem a cadeia do livro.

Esse silêncio precisa ser urgentemente rompido.

A ideia é fazer uma manifestação artística, com exposição e encontro com os ilustradores, que tenha como tema a Literatura e Resistência, agindo como uma ação provocadora do encontro desses atores.

O evento acontecerá na Livraria NoveSete. No sábado, dia 30 de setembro, junto à abertura da exposição, haverá uma conversa com o público. Na mesa, as idealizadoras do Movimento, Daniela Padilha, Rosinha, Aline Abreu, Gislene Gambini, e convidados, conversarão sobre o tema Como resistir? A cadeia produtiva dos livros de literatura.

Os originais expostos estarão à venda. Parte da renda financiará custos do movimento, como reprodução de cartazes, desenvolvimento de materiais para divulgação, entre outros. 

As ações desse movimento são coletivas. Não há uma pessoa responsável, mas um grupo em busca de aproximações e diálogo entre ilustradores, escritores, mediadores de leitura, editoras e livrarias independentes.

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