Boa tarde, Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017
SAÚDE
SES realiza capacitação para enfrentamento dos casos de hanseníase
A proposta é de que as ações sejam executadas no período de 2017 a 2020.
03/10/2017 - 15h23 - Fonte: | SES/MT

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) está realizando no auditório do MT Hemocentro, em Cuiabá, o curso de Capacitação em Diagnóstico e Acompanhamento dos Casos de Hanseníase. O curso, que começou nesta segunda-feira (02.09), segue durante toda a semana, com programações que incluem aulas teóricas e práticas, no intuito de treinar profissionais da saúde como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

O curso é voltado aos profissionais atuam, principalmente, na atenção básica e Programas de Saúde da Família (PSF) nos municípios polos das regiões de saúde para que se sintam seguros em fazer e fechar o diagnóstico da doença, e poder conduzir o tratamento.

A hanseníase é uma doença dermatológica não hereditária causada pelo bacilo de Hansen, um parasita que ataca a pele e os nervos periféricos, podendo, porém, afetar outros órgãos como fígado, testículos e olhos. Manchas dormentes de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo, são os primeiros sintomas, assim como caroços, inchaços, placas, fraqueza muscular e dor nas articulações, e seu diagnóstico tardio pode levar ao surgimento de incapacidades físicas, pois os nervos ficam comprometidos, ocasionando deformações nos dedos e nariz, e impedindo movimentos como o abrir e fechar das mãos. A falta de sensibilidade ao calor/frio, tato e dor torna-se também um risco, facilitando que determinados acidentes ocorram.

De acordo com a equipe responsável pela organização da capacitação, formada pela Coordenadoria de Atenção Primária, Superintendência de Vigilância em Saúde e Centro Estadual de Referência de Média e Alta Complexidade de Mato Grosso (Cermac), o Estado registra uma média de três mil casos novos por ano e, em atenção a este cenário, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) está trabalhando na elaboração de ações do Plano Estadual de Enfrentamento da Hanseníase alinhado com a Estratégia Global da Organização Mundial da Saúde (OMS) de eliminação da doença. A proposta é de que as ações sejam executadas no período de 2017 a 2020.

Para a capacitação, a SES tem como facilitadora a Sociedade Brasileira de Hansenologia, através do doutor Marco Andrey Frade, presidente da Sociedade, dermatologista , hansenólogo e coordenador do Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária do HCFMRP-USP, e demais profissionais da Universidade de São Paulo (USP) com especialização nesta área.

Para o dermatologista, a iniciativa de promover a capacitação é de extrema importância para o estado de Mato Grosso, ajudando não somente na confirmação, orientação e acompanhamento da doença, mas na detecção do grau da mesma. “Nós estamos aproveitando também para fazer um treinamento de laboratório, principalmente na questão da baciloscopia, sobre como coletar e fazer a lâmina, como fazer a leitura da mesma, auxiliando no sentido da coloração das biopsias e trazendo assim um ganho na busca de encontrar o bacilo, o que define melhor o diagnóstico”, ressaltou Marco.

O curso segue a seguinte programação: o primeiro dia contou com abordagens totalmente teóricas sobre a doença e sua forma de diagnóstico primário, a avaliação neurológica do paciente, assim como a análise de lâminas histoquímicas para detecção do bacilo nos materiais recolhidos, através de novos métodos desenvolvidos especialmente para a doença. O segundo e terceiro dia serão totalmente práticos e acontecem dentro do Cermac, com os profissionais de saúde tendo uma noção melhor de como abordar e lidar com o paciente, e dividindo a turma em três equipes, que serão capacitadas em sistema de rodízio: o treinamento em P.I. (prevenção de incapacidade); análise de lâminas e o diagnóstico na prática. Para finalizar, os últimos dias serão de atendimento aos pacientes, para desenvolver os conhecimentos adquiridos na capacitação.

A Hanseníase é uma doença contagiosa, que se transmite através de secreção nasal, espirros e tosse caso o doente não esteja em tratamento, pois na primeira dose de medicamentos elimina-se cerca de 95% dos parasitas. O tratamento é integralmente feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com altas chances de cura.

 

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