Bom dia, Quinta-Feira, 14 de Dezembro de 2017
CRISE NA SAÚDE
“Não acreditem em fofocas, não fecharemos UTI”, diz Taques
Governador afirma que incrementou unidades em Rondonópolis e que problema em Santa Casa é administrativo
21/11/2017 - 15h29 - Fonte: Midia news

O governador Pedro Taques (PSDB) classificou como “fofocas” as informações de que a atual gestão pretende fechar Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Estado.

O governador Pedro Taques, que disse não ter intenção de fechar UTIs em Mato Grosso

Em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), a unidade pediátrica da Santa Casa foi fechada por atrasos no repasse.

“Não acreditem em fofocas. Por exemplo, as que dizem que vamos fechar UTI. Nós não fecharemos UTI. Nós abrimos 40 UTIs em Rondonópolis. Aliás, abrimos 204 UTIs no Estado. Não temos intenção nenhuma de fechar UTIs, nós queremos abrir, porque aqui temos um déficit”, disse o governador, entrevista à Rádio Capital FM, na manhã desta terça-feira (21).

“Em Rondonópolis, o Estado atrasou o pagamento das UTIs, mas isso não significa que elas deveriam estar fechadas, porque quem banca UTI é a União Federal e o Estado. Mas as UTIs da Santa Casa não foram credenciadas, habilitadas, no SUS, no Governo Federal. Isso precisa ser analisado administrativamente”, explicou.

Segundo Taques, as unidades no Município tiveram incremento em sua gestão, passando de 31 para 40. O principal problema, de acordo com o tucano, é a falta de recursos.

“Nós atrasamos o pagamento, sim. Mas, agora, quero perguntar ao cidadão: será que o governador tem mau coração? O governador não tem responsabilidade com a Saúde Pública do Estado e deixa atrasar o pagamento das UTIs? Por que nós deixamos atrasar o pagamento dos hospitais? Porque não tem dinheiro. Além da gestão, precisamos de menos discursos e mais recursos”, afirmou.

Dívida

Pedro Taques ressaltou, ainda, que o Estado tem uma dívida de R$ 162 milhões na Saúde em restos a pagar, e que se arrasta desde 2009, na gestão Blairo Maggi (PP).

“A administração passada deixou um déficit na Saúde de R$ 300 milhões. Isso significa restos a pagar. Em três anos, conseguimos reduzir para R$ 162 milhões. É o que devemos hoje. São valores de 2009 a 2016. A diferença é que, agora, temos um caminho, um caminho estratégico para mudar a Saúde do Estado”, afirmou.

Nesta terça-feira, o Executivo repassou R$ 77 milhões aos municípios. Desse total, R$ 70 milhões são da cota-parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e R$ 7 milhões do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), referente à arrecadação da conciliação fiscal promovida pela Procuradoria Geral do Estado (PGE).

Outros R$ 16 milhões foram destinados para a Secretaria de Estado de Saúde (SES).

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