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Servidor da MTI é preso suspeito de assédio sexual contra colega de trabalho em Cuiabá

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Investigado também é acusado de tentar pressionar testemunha durante processo judicial; defesa nega intenção de intimidação.
O servidor da Empresa Mato-grossense de Tecnologia (MTI), Francisley Campos Carolino, foi preso pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (19), em Cuiabá. Ele é investigado por suspeitas de assédio e importunação sexual contra uma colega de trabalho, além de possíveis tentativas de interferência na produção de provas durante o processo judicial.

A denúncia foi apresentada em 1º de outubro de 2025, por meio da Ouvidoria da MTI, e posteriormente passou a ser investigada pela Polícia Civil e analisada pela Justiça.

Segundo as informações do processo, a servidora que denunciou os episódios ocupava um cargo comissionado e chegou a ser desligada da empresa em março deste ano. A medida foi contestada judicialmente, e a Justiça do Trabalho determinou a manutenção do vínculo e dos pagamentos.

Suspeita de pressão e tentativa de interferência

Um dos episódios investigados ocorreu em 12 de agosto, quando Francisley teria comparecido ao local de trabalho de uma testemunha acompanhado de outra pessoa para entregar um documento.

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Conforme a denúncia, a mulher teria sido pressionada a assinar o material, que poderia favorecer o investigado e interferir na produção de provas. A situação teria sido interrompida por uma gerente da empresa.

O episódio ocorreu após a concessão de medidas protetivas, em 15 de julho. Imagens de câmeras de segurança foram preservadas para auxiliar nas investigações.

A denúncia também aponta supostas tentativas de contato com testemunhas por pessoas ligadas ao investigado.

Justiça reconheceu indícios de violência de gênero

Em decisão de 20 de agosto, o desembargador Tacísio Regis Valente, do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-23), apontou elementos indicativos de violência de gênero no ambiente profissional.

O magistrado também considerou os problemas de saúde apresentados pela trabalhadora e o risco de revitimização, determinando medidas para preservar seus direitos e garantir a continuidade do tratamento.

Defesa contesta acusações

Em manifestação apresentada no domingo (18), a defesa de Francisley contestou o pedido de prisão preventiva formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

Os advogados afirmaram que a entrega do documento não teve a intenção de intimidar a testemunha, mas permitir que ela apresentasse sua versão sobre os acontecimentos.

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A defesa também argumentou que o eventual descumprimento de medidas cautelares não implica automaticamente prisão preventiva e solicitou a análise de imagens de segurança para esclarecer o episódio.

Francisley foi encaminhado para os procedimentos legais e tinha previsão de passar por audiência de custódia na tarde desta segunda-feira (19).

O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá. As acusações ainda dependem de apuração e decisão judicial definitiva.

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