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Madeireiro suspeito de mtr investigador da Polícia Civil após discussão política é preso em MT

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Suspeito estava escondido em fazenda de familiares e alegou que não pretendia atingir a vítima, mas sim uma caixa de som do bar.

A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (26), o madeireiro João Carlos Ventura, de 59 anos, suspeito de assassinar a tiros o investigador Emilson Ormond Souza, de 56 anos, conhecido como “Chibiu”, em Campo Novo do Parecis, Mato Grosso.

O suspeito foi localizado em uma fazenda de familiares, no município de Brasnorte, onde estaria escondido desde o crime.

Durante a prisão, João Carlos se entregou aos policiais, mas teria resistido ao uso de algemas, sendo necessária a aplicação de técnicas de imobilização.

Segundo informações divulgadas, durante o deslocamento até Campo Novo do Parecis, o madeireiro afirmou informalmente aos investigadores que não tinha intenção de matar o policial e que teria efetuado disparos contra uma caixa de som do estabelecimento.

Entretanto, conforme a investigação, Emilson foi atingido por pelo menos quatro tiros após uma discussão envolvendo política.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito chegou ao bar em uma caminhonete Toyota Hilux e teria perguntado aos frequentadores quem era “petista”. Após receber uma resposta, teria sacado uma arma e disparado contra as pessoas presentes.

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Durante o ataque, clientes tentaram se proteger. O investigador Emilson teria tentado reagir, mas acabou atingido no tórax e morreu no local. Outro homem foi baleado no pé.

Após os disparos, o suspeito fugiu na caminhonete. As investigações levaram à sua identificação e posterior localização. A prisão foi comunicada pelo delegado Guilherme Kaiper.

Uma vida dedicada à segurança pública

Conhecido como “Chibiu”, Emilson dedicou 24 anos à Polícia Civil de Mato Grosso, sendo aproximadamente 20 deles na Delegacia de Campo Novo do Parecis. O investigador deixa quatro filhos.

Em nota, a Polícia Civil lamentou a morte do servidor e prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão.

O caso segue sob investigação para esclarecer todas as circunstâncias do crime.

 

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