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Empresária acusada de matar dois idosos pede mais tempo de defesa em julgamento que chocou o Brasil

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Inês Gemilaki será julgada em 18 de novembro, em Sinop, ao lado do filho médico e do cunhado; defesa alega complexidade do processo.

A defesa da empresária Inês Gemilaki Dal Poz, acusada de envolvimento na morte de dois idosos e na tentativa de homicídio de outras duas pessoas em Peixoto de Azevedo, solicitou ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) mais 40 minutos para sua sustentação oral durante o Tribunal do Júri, marcado para 18 de novembro, em Sinop.

O pedido está sendo analisado com prioridade pelo desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, que determinou o encaminhamento urgente do processo à Procuradoria-Geral de Justiça para emissão de parecer.

Inicialmente, a defesa havia solicitado duas horas adicionais, mas reduziu o pedido para 40 minutos exclusivos para a apresentação dos argumentos em favor da empresária.

A advogada sustenta que o tempo previsto na legislação é insuficiente diante da complexidade do caso, que envolve quatro acusações, grande quantidade de provas, laudos periciais, vídeos e depoimentos.

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A defesa também argumenta que a repercussão nacional do crime pode comprometer a imparcialidade dos jurados. A preocupação já havia contribuído para a transferência do julgamento de Peixoto de Azevedo para Sinop.

Relembre o crime que chocou o Brasil

O caso aconteceu em 21 de abril de 2024, quando homens armados invadiram uma residência onde acontecia uma confraternização em Peixoto de Azevedo.

Durante o ataque, Rui Luiz Bogo, de 81 anos, e Pilson Pereira da Silva, de 69 anos, foram mortos. Outras duas pessoas foram alvo de tentativas de homicídio, incluindo um padre que acabou baleado.

Segundo a investigação, o crime teria sido motivado por uma suposta dívida de aluguel envolvendo a empresária e o proprietário do imóvel, conhecido como “Polaco”, que seria o verdadeiro alvo do ataque.

Câmeras de segurança registraram a ação, mostrando os disparos, vidraças sendo quebradas e tentativas de atingir os equipamentos de monitoramento.

Inês, seu filho, o médico Bruno Gemilaki Dal Poz, e o cunhado Eder Gonçalves Rodrigues respondem por homicídios qualificados e tentativas de homicídio qualificado.

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O julgamento dos três está previsto para começar às 8h do dia 18 de novembro, no Fórum de Sinop.

A decisão sobre o tempo adicional solicitado pela defesa ainda depende de análise do TJMT.

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