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PF apreende cocaína escondida em navio e operação contra tráfico bloqueia R$ 73 milhões

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A Polícia Federal apreendeu 33 quilos de cocaína escondidos em um compartimento submerso de um navio no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, na terça-feira (27). No dia seguinte, uma operação contra uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico nacional e internacional de drogas mobilizou 120 agentes e resultou em uma ordem judicial de bloqueio de R$ 73,4 milhões em bens e valores.

Droga estava escondida debaixo d’água

A apreensão ocorreu durante uma inspeção realizada por mergulhadores da Polícia Federal e da Marinha do Brasil. No compartimento submerso da embarcação, os agentes encontraram um volume com tabletes de uma substância que, após exames periciais, foi confirmada como cocaína.

O Porto de Santos é um dos principais pontos de saída de mercadorias do Brasil para o exterior. Segundo a PF, uma das estratégias utilizadas por traficantes consiste em esconder drogas em compartimentos submersos de embarcações para tentar transportá-las sem serem detectados.

A Polícia Federal instaurará um inquérito para identificar os responsáveis pela carga e apurar possíveis ligações com organizações criminosas.

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Operação mira organização criminosa

Na quarta-feira (28), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) deflagrou a Operação Rebuliço para desarticular um grupo suspeito de atuar no tráfico nacional e internacional de drogas, principalmente na Baixada Santista.

A ação mobilizou 120 agentes da Polícia Federal e da Polícia Militar para cumprir 11 mandados de prisão temporária e 20 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Guarujá.

Além das medidas de prisão e busca, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores vinculados aos investigados, totalizando R$ 73,4 milhões.

Investigação aponta movimentações milionárias

De acordo com a investigação, o grupo é suspeito de enviar cocaína para outros países e comercializar drogas, incluindo variedades concentradas de maconha, na região do Guarujá.

Os investigadores também identificaram movimentações financeiras de alto valor em contas de pessoas físicas, empresas e terceiros, além da aquisição de bens de luxo supostamente registrados em nome de laranjas.

Segundo a Polícia Federal, os suspeitos poderão responder por organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, conforme a participação de cada um.

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As duas ações representam frentes de investigação contra o tráfico na Baixada Santista. Até o momento, não há confirmação de que a cocaína apreendida no navio esteja diretamente relacionada à organização investigada na Operação Rebuliço.

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