Cidades
Influenciadora com 58 mil seguidores é presa com marido em operação contra golpes que causaram prejuízo de R$ 414 mil em MT
A jovem, que acumulava aproximadamente 58 mil seguidores nas redes sociais, foi presa preventivamente junto com o companheiro, de 26 anos. O casal mora no bairro Tijucal, em Cuiabá.
Segundo as investigações, o grupo utilizava diferentes modalidades de fraudes eletrônicas para obter dinheiro das vítimas, incluindo falsos anúncios de veículos, golpes do falso parente e do falso funcionário de banco.
O prejuízo identificado até o momento chega a R$ 414.093, envolvendo vítimas de Mato Grosso e de outros estados, como Rio de Janeiro e Pará.
Influenciadora exibia rotina nas redes sociais
Antes da prisão, Aryadna compartilhava momentos de sua vida pessoal com milhares de seguidores.
Entre as publicações, a influenciadora havia divulgado a realização de um procedimento estético de lipoaspiração e anunciado a inauguração de um espaço voltado ao setor de beleza.
Após a operação, o perfil da jovem nas redes sociais foi desativado.
De acordo com a Polícia Civil, uma das investigadas se apresentava como influenciadora digital e exibia um padrão de vida considerado incompatível com a renda declarada.
Quatro pessoas foram presas e uma segue foragida
A segunda fase da Operação Rede Oculta teve como objetivo cumprir 20 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo do Juízo das Garantias da Regional 1 de Cuiabá.
Entre as medidas estavam cinco mandados de prisão preventiva, além de buscas domiciliares, sequestro de veículos e autorizações para quebra de sigilo telemático dos aparelhos apreendidos.
Além da influenciadora e do marido, foram presos uma mulher de 35 anos, moradora do bairro São Benedito, em Várzea Grande, e o companheiro dela, de 41 anos.
O homem já havia sido preso anteriormente por envolvimento com fraudes eletrônicas, mas conseguiu a liberdade e voltou a ser alvo da Polícia Civil.
O quinto investigado não foi localizado e permanece foragido.
Dinheiro dos golpes era movimentado por contas bancárias de terceiros
Conforme a investigação, as vítimas eram abordadas por meio de redes sociais e plataformas de compra e venda.
Após serem enganadas, realizavam transferências via Pix para contas indicadas pelos suspeitos.
Os valores eram rapidamente divididos entre diferentes contas bancárias de terceiros, geralmente em quantias inferiores a R$ 10 mil.
Posteriormente, o dinheiro seria concentrado nas mãos de um dos integrantes do grupo, responsável por redistribuir os recursos.
A Polícia Civil suspeita que parte dos valores obtidos ilegalmente tenha sido utilizada na aquisição de veículos de alto padrão e joias.
Durante a operação, foi determinado o sequestro de um Toyota Corolla Cross híbrido, registrado em nome de terceiro, mas que, segundo os investigadores, era utilizado pelos suspeitos.
Investigado teria comandado movimentações financeiras de dentro da prisão
Outro ponto identificado pela Polícia Civil envolve um homem de 41 anos, apontado como integrante de uma facção criminosa.
Segundo as investigações, ele teria continuado orientando movimentações financeiras do grupo enquanto estava preso, com o auxílio da esposa.
A mulher também foi presa nesta segunda fase da operação.
Durante a ação, o investigado foi encontrado com uma pequena quantidade de entorpecentes, sendo lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por posse de drogas para consumo pessoal.
Investigação começou em 2023
A Operação Rede Oculta teve início após denúncias anônimas recebidas pela Polícia Civil em 2023.
A primeira fase foi deflagrada em 27 de maio de 2024, quando foram cumpridas 30 ordens judiciais contra 15 investigados em Cuiabá e Várzea Grande.
Na ocasião, foram apreendidos veículos, documentos e aparelhos celulares, incluindo um Jeep Compass avaliado em aproximadamente R$ 153 mil.
A análise dos materiais, associada a laudos periciais da Politec e informações financeiras obtidas mediante autorização judicial, permitiu identificar novos suspeitos e aprofundar a investigação.
A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande (DEE-VG), com apoio de seu Núcleo de Inteligência.
Os investigados foram indiciados por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A Polícia Civil segue investigando a participação de cada envolvido e o destino dos valores obtidos com os golpes. As prisões são preventivas, e os suspeitos ainda não foram condenados pelos fatos investigados.
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