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Loja de homem que matou namorada com tiro na nuca é destruída por incêndio em Cuiabá

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A loja de assistência técnica que pertencia a Fabiano Oliveira Borges, de 43 anos, conhecido como “Pepi”, apontado como autor do assassinato da namorada Ana Cristina Pacheco Matos, de 20 anos, foi atingida por um incêndio de grandes proporções na tarde desta quarta-feira (21), em Cuiabá. O estabelecimento sofreu danos severos, com aproximadamente 80% dos bens materiais destruídos pelas chamas.

O incêndio aconteceu na Pépi Cell Assistência Técnica, localizada na Rua Cáceres, no bairro Alvorada. O imóvel é um sobrado onde funcionavam a loja, no térreo, e uma quitinete, no primeiro andar.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), o chamado foi registrado por volta das 17h15, por meio do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).

Três viaturas do 1º Batalhão de Bombeiros Militar foram mobilizadas para combater as chamas e impedir que o fogo atingisse imóveis vizinhos.

Em entrevista ao SBT Comunidade, o segundo-tenente Roque Cedra Macedo Júnior informou que as equipes conseguiram controlar o incêndio antes que ele se espalhasse para outras edificações.

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Apesar da atuação dos bombeiros, grande parte dos bens materiais existentes no imóvel foi destruída.

Entre os objetos atingidos estavam colchões, camas, móveis e outros pertences.

Segundo o militar, a presença de forro de PVC contribuiu para a intensidade das chamas e para a propagação do fogo no interior da construção.

Apesar dos prejuízos, ninguém ficou ferido.

As causas do incêndio ainda são desconhecidas e deverão ser investigadas. Até o momento, não há informações que indiquem se o fogo foi provocado intencionalmente ou teve origem acidental.

O estabelecimento pertencia a Fabiano Oliveira Borges, que ganhou repercussão após matar a namorada, Ana Cristina Pacheco Matos, de 20 anos, com um tiro na nuca.

O crime ocorreu dentro da quitinete onde a jovem morava, no bairro Alvorada, em Cuiabá, na presença do filho dela, de apenas 3 anos.

Durante as investigações, a Polícia Civil encontrou em um computador da loja registros de uma conversa pelo WhatsApp e de uma ligação telefônica de aproximadamente oito minutos entre Fabiano e o subtenente da Polícia Militar Joarez Candido Silva, do 9º Batalhão.

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O policial passou a ser investigado por suspeita de ter auxiliado na fuga do autor do feminicídio.

Joarez negou qualquer participação na fuga e afirmou que entrou em contato com Fabiano com a intenção de prendê-lo.

Dias após o assassinato de Ana Cristina, em 18 de agosto, Fabiano foi encontrado morto no Rio Cuiabá, na região de Nobres.

Segundo o delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o homem foi assassinado com sete disparos de arma de fogo.

O corpo apresentava as mãos amarradas e teria sido jogado de uma ponte.

Além do envolvimento no feminicídio, Fabiano possuía antecedentes criminais por furto e condenações por roubo e tráfico de drogas.

O incêndio ocorrido nesta quarta-feira será apurado pelas autoridades competentes. Até o momento, não foi estabelecida qualquer relação entre o fogo e os crimes anteriormente associados ao antigo proprietário do estabelecimento.

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