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Oficial de Justiça é assaltado por criminosos armados e tem Jeep encontrado depenado em Cuiabá

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Servidor cumpria mandados judiciais quando foi surpreendido por assaltantes na região do CPA; veículo foi localizado em área de mata, sem rodas, pneus e com vidros quebrados.

Um oficial de Justiça identificado como Antônio Marcelino foi vítima de um assalto à mão armada enquanto trabalhava no cumprimento de mandados judiciais na região do CPA, em Cuiabá. O crime aconteceu na quarta-feira (14 de outubro), quando o servidor foi surpreendido por criminosos armados, que levaram seu veículo, um Jeep Renegade.

Conforme informações divulgadas pelo Sindicato dos Oficiais e Oficialas de Justiça de Mato Grosso (Sindojus-MT), o profissional realizava suas atividades normalmente quando foi abordado pelos assaltantes, que estavam portando armas de fogo.

Durante a ação criminosa, os suspeitos roubaram o automóvel utilizado pelo servidor para o cumprimento das diligências judiciais e fugiram.

Após o assalto, Antônio Marcelino entrou em contato com o sindicato da categoria, comunicando o ocorrido e solicitando apoio.

Diante da situação, a entidade sindical iniciou uma mobilização para auxiliar o servidor e contribuir com a localização do veículo.

O sindicato acionou um sargento do 4º Batalhão da Polícia Militar, que solicitou apoio de equipes do 3º Batalhão para intensificar as buscas.

Com o trabalho dos policiais, o Jeep Renegade foi localizado abandonado em uma região de mata nas proximidades da Ponte de Ferro, em Cuiabá.

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Entretanto, ao encontrarem o automóvel, os militares constataram que o veículo havia sido parcialmente desmontado pelos criminosos.

O carro estava sem as rodas e os pneus, além de apresentar vidros quebrados, causando prejuízos materiais ao proprietário.

Apesar da recuperação do automóvel, não foram divulgadas informações sobre a identificação ou prisão dos envolvidos no assalto.

Após o episódio, o presidente do Sindojus-MT, Paulo Sérgio de Souza, manifestou preocupação com a segurança dos profissionais que atuam no cumprimento de determinações judiciais em Mato Grosso.

Segundo o dirigente, o assalto sofrido por Antônio Marcelino demonstra os perigos enfrentados diariamente pelos oficiais de Justiça, que frequentemente precisam realizar diligências em regiões desconhecidas, áreas afastadas e locais onde existem situações de conflito.

Paulo Sérgio destacou que esses servidores são responsáveis por cumprir intimações, citações, penhoras, reintegrações de posse e outras determinações judiciais, atividades que podem envolver resistência e situações de tensão.

O presidente também chamou a atenção para o fato de muitos profissionais utilizarem veículos particulares durante o exercício da função, ficando expostos não apenas à violência, mas também a prejuízos financeiros em casos de crimes como o registrado na capital.

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“Os oficiais de Justiça estão diariamente expostos a situações de risco. São profissionais que precisam ingressar em locais desconhecidos, cumprir ordens judiciais em ambientes de conflito, realizar intimações, citações, penhoras, reintegrações de posse e outras diligências que, muitas vezes, envolvem pessoas em situações de tensão, resistência ou inconformismo”, afirmou.

O dirigente ressaltou ainda que o trabalho dos oficiais de Justiça é indispensável para o funcionamento do Poder Judiciário, já que são esses profissionais que garantem o cumprimento de diversas decisões judiciais.

Para o sindicato, o episódio reforça a necessidade de medidas de segurança específicas para proteger os servidores durante suas atividades.

“Não podemos naturalizar a exposição desses servidores à violência. É fundamental que o Poder Judiciário reconheça as particularidades da atividade e adote medidas efetivas de proteção, oferecendo condições adequadas para o cumprimento das diligências. A segurança dos oficiais e oficialas de Justiça precisa ser tratada como prioridade”, declarou Paulo Sérgio.

O veículo foi recuperado pela Polícia Militar, mas os danos provocados pelos criminosos resultaram em prejuízos ao servidor.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o paradeiro dos assaltantes.

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