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Justiça mantém influenciadora presa após operação que investiga golpes de R$ 414 mil em MT

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A influenciadora digital Aryadna Cristina Rodrigues Sousa Silva, de 24 anos, continuará presa após decisão da Justiça durante audiência de custódia. Ela foi detida na quinta-feira (29), durante a Operação Rede Oculta, da Polícia Civil, que investiga um grupo suspeito de aplicar golpes pela internet e lavar dinheiro em Mato Grosso e outros estados.

A decisão foi proferida pela juíza Henriqueta Fernanda de Lima, do Núcleo de Justiça 4.0 – Polo Cuiabá, que homologou o cumprimento do mandado de prisão preventiva e determinou a manutenção da prisão até uma nova decisão judicial.

Durante a audiência, a defesa pediu a liberdade provisória da influenciadora, alegando que ela é mãe de filhos menores e responsável pelos cuidados das crianças.

A magistrada, porém, esclareceu que não poderia reavaliar os fundamentos da prisão preventiva, já que o mandado foi expedido por outro juízo. Por isso, determinou que o pedido de liberdade fosse encaminhado ao gabinete responsável pelo processo.

A juíza também considerou regular o cumprimento da ordem de prisão, ressaltando que não foram identificados sinais de violência, maus-tratos ou constrangimento ilegal durante a abordagem.

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Além de Aryadna, foram presos o companheiro dela, Linconl Ivess Arruda da Silva, de 25 anos, Williane Kelly de Almeida, de 35, e o marido dela, Jonas Vieira da Silva, de 53 anos. Os dois casais moram no bairro São Benedito, em Várzea Grande.

Linconl e Williane também passaram por audiência de custódia e tiveram as prisões mantidas. Até o momento, não havia informações sobre a audiência de Jonas. Um quinto investigado continua foragido.

Golpes teriam causado prejuízo de R$ 414 mil

A Operação Rede Oculta investiga um esquema de fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a Polícia Civil, o grupo teria provocado prejuízo de R$ 414.093 a vítimas de Mato Grosso, Rio de Janeiro e Pará.

As investigações apontam que os suspeitos utilizavam anúncios falsos de veículos publicados em redes sociais e plataformas de compra e venda. Também seriam aplicados golpes do falso parente e do falso funcionário de banco.

Após receber os pagamentos via Pix, os integrantes fracionavam os valores e distribuíam o dinheiro entre diversas contas bancárias de terceiros, geralmente com transferências inferiores a R$ 10 mil. Posteriormente, os recursos eram reunidos e redistribuídos entre os investigados.

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Ainda conforme a investigação, parte do dinheiro obtido ilegalmente teria sido utilizada na compra de veículos de alto valor e joias. Os suspeitos também exibiam um padrão de vida elevado nas redes sociais.

Ao todo, a operação cumpriu 20 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão, buscas e apreensões, sequestro de veículos e quebra de sigilo telemático.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande.

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