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“Cabeleireiro das estrelas” tem liberdade negada pelo STJ e continuará preso em MT

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O cabeleireiro Eliélson Gonçalves Vieira, conhecido como “cabeleireiro das estrelas”, teve o pedido de liberdade negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele está preso preventivamente desde o dia 8 de outubro, suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

A decisão foi assinada na segunda-feira (26) pelo ministro Mauro Campbell Marques, vice-presidente do STJ, e publicada nesta quarta-feira (28).

A defesa alegou que a prisão preventiva foi decretada com base em fatos antigos, já analisados anteriormente pela Justiça, sem apresentação de novas provas que justificassem a manutenção da medida.

Os advogados destacaram que as conversas utilizadas na investigação são de 2024 e que uma apreensão de drogas mencionada no processo ocorreu em setembro de 2025. Também questionaram a atribuição de informações extraídas de aparelhos celulares, alegando que parte dos dados pertenceria a outro investigado.

Ao analisar o pedido, o ministro entendeu que o STJ não poderia intervir neste momento, uma vez que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) ainda não julgou definitivamente o pedido de liberdade.

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Segundo o magistrado, a intervenção antecipada do STJ somente seria possível em situações excepcionais de ilegalidade evidente, circunstância que não foi identificada no caso.

Com a decisão, Eliélson permanece preso preventivamente enquanto aguarda os próximos desdobramentos judiciais.

Prisão durante a Operação Fio

O cabeleireiro foi preso em Cuiabá durante a Operação Fio, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil.

A investigação apura a atuação de um grupo suspeito de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, incluindo movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados.

Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão e 12 ordens de bloqueio de bens e valores, com quantias que variam entre R$ 300 mil e R$ 1,4 milhão.

Histórico de prisões

Eliélson já havia sido preso anteriormente por tráfico de drogas. Em 2015, foi condenado a seis anos, três meses e 25 dias de prisão em regime fechado.

Em setembro de 2025, voltou a ser preso após a polícia encontrar aproximadamente 550 gramas de skunk, conhecido como supermaconha, avaliados em R$ 16,5 mil.

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Apesar da negativa do STJ, a decisão não representa condenação pelos crimes investigados na Operação Fio. O pedido de liberdade ainda deverá ser analisado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

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