Cuiabá

Falsa médica é presa em Cuiabá após aplicar procedimentos proibidos e vender remédios irregulares

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Uma enfermeira de 38 anos foi presa preventivamente nesta terça-feira (28), em Cuiabá, suspeita de exercer ilegalmente a medicina e comercializar medicamentos irregulares em uma clínica de estética no bairro Jardim Europa.

De acordo com a Polícia Civil, a investigada se apresentava nas redes sociais como “doutora” e realizava procedimentos considerados exclusivos de médicos, sem possuir habilitação legal. Entre os serviços oferecidos estavam aplicações estéticas em regiões como rosto, glúteos e seios, além de técnicas como Plasma Rico em Plaquetas (PRP), ozonioterapia e soroterapia.

As investigações apontam que os atendimentos eram pagos antecipadamente via Pix, sem qualquer comprovação de formação médica para a execução dos procedimentos. A suspeita utilizava a internet para atrair clientes e divulgar os serviços.

Durante diligências na clínica, os policiais encontraram medicamentos vencidos, produtos de origem estrangeira sem autorização para uso no Brasil e substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), incluindo toxina botulínica de fabricação sul-coreana. Parte dos materiais estava armazenada de forma inadequada, colocando em risco a saúde dos pacientes.

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O caso começou a ser investigado após denúncia encaminhada à Vigilância Sanitária de Cuiabá, que identificou irregularidades graves no funcionamento do estabelecimento. Mesmo após a interdição da clínica, a suspeita teria continuado realizando atendimentos de forma clandestina.

Segundo a Polícia Civil, a mulher também retirava equipamentos do local durante a noite para continuar atendendo em outros endereços, inclusive em locais sem qualquer tipo de autorização, além de tentar abrir uma nova unidade utilizando outro nome.

Além da prisão preventiva, a Justiça determinou a interdição imediata da clínica, suspensão do CNPJ da empresa, bloqueio das redes sociais da investigada e suspensão do registro profissional junto ao Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso.

Ainda conforme a polícia, a suspeita possui antecedente por tráfico de drogas e utilizava tornozeleira eletrônica no momento da prisão.

A defesa não foi localizada até a última atualização do caso.

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