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Idosa de 62 anos tem rosto fraturado após agressão e precisa da Justiça para conseguir cirurgia em MT

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Uma idosa de 62 anos, vítima de uma violenta agressão física que provocou múltiplas fraturas no rosto, precisou recorrer à Justiça para conseguir atendimento médico especializado em Mato Grosso. A mulher, moradora da zona rural de Terra Nova do Norte, a 644 quilômetros de Cuiabá, foi transferida para o Hospital H-Bento, na capital, no fim da tarde de segunda-feira (19), após atuação da Defensoria Pública do Estado (DPMT).

A agressão ocorreu em setembro, e a vítima foi atendida no Hospital Municipal de Terra Nova do Norte no dia 28 daquele mês. Exames de tomografia identificaram fraturas no nariz, no seio maxilar direito, nos arcos zigomáticos e na região próxima ao olho direito.

Devido à gravidade dos ferimentos, os médicos indicaram a necessidade de cirurgia bucomaxilofacial. Entretanto, a falta de vaga na rede pública impediu que a idosa recebesse o tratamento especializado.

Inicialmente, a paciente chegou a ser retirada do sistema de regulação porque familiares da pessoa apontada como responsável pela agressão haviam se comprometido a pagar pelo procedimento na rede particular. Posteriormente, porém, o custeio foi recusado.

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Sem condições financeiras, a mulher voltou a ser internada em 14 de outubro, apresentando fortes dores de cabeça, tonturas, dificuldades para mastigar e inchaço no rosto.

Mesmo com o caso classificado como urgência no Sistema Nacional de Regulação (SISREG), a transferência não havia sido realizada.

Diante da situação, a defensora pública Taís Stradiotto Papa ingressou com uma ação judicial no dia 15 de outubro, demonstrando que a demora poderia agravar o estado de saúde da paciente e provocar sequelas.

A Defensoria também destacou a situação de vulnerabilidade da idosa e de seu companheiro, ambos desempregados, vivendo de favor na casa de terceiros e dependendo de doações de cestas básicas.

Na sexta-feira (16), o juiz Iorran Oliveira determinou que o Estado providenciasse a transferência da paciente para uma unidade especializada no prazo máximo de 24 horas a partir da intimação.

A decisão também autorizou o custeio do tratamento na rede particular caso não houvesse vaga disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de garantir os exames, internações e procedimentos necessários.

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Após a intervenção judicial, a idosa foi transferida para Cuiabá na segunda-feira (19), onde poderá receber o atendimento especializado.

A identidade da vítima foi preservada. Não foram divulgadas informações sobre a responsabilização da pessoa apontada como autora da agressão.

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