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Irmão de missionária ligada ao Comando Vermelho morre em confronto com a PM; ele tinha 63 passagens criminais

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Conhecido como “Bundinha”, suspeito estava em uma Toyota SW4 com outros três homens quando houve troca de tiros com policiais da Força Tática na BR-070. Uma arma banhada a ouro foi apreendida.

Um dos quatro homens mortos durante um confronto com policiais militares da Força Tática, na BR-070, nas proximidades do Trevo do Lagarto, foi identificado pelo apelido de “Bundinha”. Ele era irmão da missionária evangélica Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, presa preventivamente desde julho por suspeita de envolvimento com uma facção criminosa em Mato Grosso.

Segundo a Polícia Militar, o homem acumulava 63 passagens policiais, relacionadas a diferentes ocorrências criminais.

O confronto aconteceu por volta de 1h45, durante uma tentativa de abordagem a uma Toyota Hilux SW4 que seguia da região de fronteira, no sentido Cáceres–Cuiabá.

Suspeitos teriam atirado contra policiais

Conforme a versão apresentada pela Polícia Militar, os quatro ocupantes da caminhonete reagiram à abordagem e efetuaram disparos de arma de fogo contra a equipe.

Os tiros atingiram a lataria da viatura policial. Os militares revidaram e, durante a troca de tiros, os quatro suspeitos foram baleados e morreram.

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Nenhum policial ficou ferido na ocorrência.

Durante os procedimentos, foram apreendidas quatro armas de fogo, sendo uma pistola e três revólveres. Um dos revólveres chamou a atenção por apresentar acabamento banhado a ouro.

Ainda segundo a PM, todos os ocupantes da caminhonete possuíam antecedentes criminais.

Irmã foi presa durante operação contra facção

Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida está presa preventivamente desde 16 de julho, quando foi alvo da Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso.

A investigação apura a atuação de integrantes de uma família ligada a atividades religiosas que, segundo a polícia, teriam utilizado projetos missionários para favorecer membros de uma organização criminosa.

Filha dos pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida, Rhavenna se tornou ré por acusações de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Outras cinco pessoas também passaram a responder ao processo, incluindo familiares da investigada e Renildo da Silva Rios, conhecido como “Velhote”.

Projeto religioso teria facilitado contato com líderes criminosos

De acordo com as investigações, o grupo utilizava o projeto religioso denominado “Resgatando Vidas” para conseguir acesso à Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

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A Polícia Civil suspeita que as visitas religiosas fossem utilizadas para transmitir mensagens, facilitar a comunicação entre integrantes da facção e oferecer apoio a lideranças criminosas presas.

Relatórios policiais também apontaram que Rhavenna teria mantido relacionamentos amorosos com Renildo da Silva Rios, apontado como um dos fundadores da facção em Mato Grosso, e Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”.

As investigações identificaram ainda movimentações financeiras consideradas suspeitas, recebimento de presentes e possível utilização de contas bancárias de familiares para movimentar recursos da organização.

STJ manteve prisão da missionária

Em outubro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de liminar apresentado pela defesa de Rhavenna, mantendo sua prisão preventiva.

A defesa da missionária nega as acusações e sustenta que os fatos serão esclarecidos durante o processo judicial.

Já o confronto que terminou com quatro mortos deverá passar pelos procedimentos de investigação e perícia para esclarecer as circunstâncias da ação policial.

A Polícia Militar afirma que os suspeitos atiraram primeiro contra a equipe. A dinâmica completa da ocorrência ainda depende da apuração oficial.

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