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Médica é executada a tiros dentro de bar após sofrer ameaças; ex-companheiro é investigado

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A médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, foi assassinada com dois tiros dentro de um bar, na noite de segunda-feira (2), em Brasiléia, no interior do Acre. Ela estava com amigos quando um homem se aproximou da mesa, sacou uma arma e atirou contra ela. O ex-companheiro da vítima é investigado pela Polícia Civil como possível envolvido no crime.

O suspeito é Francisco Valadares Neto, advogado, procurador municipal de Brasiléia e ex-vereador. Conforme relatos de testemunhas à polícia, Elyne possuía uma medida protetiva contra ele e vinha recebendo ameaças.

Câmeras de segurança do estabelecimento registraram o momento do assassinato. Nas imagens, o homem aparece usando um capacete preto, com um boné vermelho por baixo, blusa azul-escura de mangas compridas e calça bege. Ele caminha em direção à mesa da médica, retira uma arma e efetua dois disparos.

Segundo testemunhas, o suspeito teria passado diversas vezes pela rua onde fica o bar naquela noite. Ainda de acordo com os relatos, Elyne chegou a acionar o botão do pânico, dispositivo de emergência disponibilizado a mulheres que possuem medidas protetivas.

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A central de monitoramento teria conseguido contato telefônico com a médica, mas nenhuma equipe de segurança teria sido enviada ao estabelecimento.

Após os disparos, a Polícia Militar foi acionada e encontrou Elyne caída no chão, com ferimentos na região da cabeça. A morte foi confirmada pela equipe de perícia.

O assassinato provocou manifestações de pesar no Acre. A governadora Mailza Assis lamentou a morte da médica e destacou sua atuação na Unidade de Saúde Dr. Ricardo Barbosa da Silva e no Hospital Regional do Alto Acre, onde trabalhava como servidora pública municipal e estadual.

Em publicação nas redes sociais, a governadora repudiou a violência e cobrou uma investigação rigorosa para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

O Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) também divulgou uma nota de pesar. A entidade classificou o crime como uma grave violência contra profissionais da saúde e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho da vítima.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública informou que a Polícia Civil continua investigando o caso e realizando diligências para esclarecer o assassinato.

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