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Médico acusado de matar namorada de 15 anos teria oferecido dinheiro para assassinar promotora em MT

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Preso pelo feminicídio de uma adolescente em Guarantã do Norte, Bruno Tomiello foi denunciado pelo Ministério Público após supostamente procurar outro detento para planejar um atentado contra a promotora responsável pelo caso.

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apresentou uma nova denúncia contra o médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, acusado de matar a própria namorada, uma adolescente de 15 anos, com um tiro na cabeça, em Guarantã do Norte, a 710 quilômetros de Cuiabá. Desta vez, ele é acusado de tentar intimidar e ameaçar a promotora de Justiça Rebeca Santana Rêgo, responsável pela atuação do Ministério Público no processo criminal relacionado à morte da jovem.

Segundo a denúncia, protocolada em 15 de outubro, o médico teria procurado outro detento dentro de uma unidade prisional para descobrir se ele conhecia alguém disposto a cometer um atentado contra a promotora.

O episódio teria ocorrido em 30 de junho de 2026, durante o banho de sol no Centro de Detenção Provisória de Peixoto de Azevedo, onde Bruno estava preso preventivamente pelo feminicídio.

Conforme o Ministério Público, o acusado demonstrava insatisfação com a atuação da promotora no processo e não queria que ela participasse de seu julgamento pelo Tribunal do Júri.

Durante uma conversa com outro preso, Bruno teria perguntado se ele conhecia alguém capaz de executar um atentado contra Rebeca Santana Rêgo.

Ainda segundo a acusação, o médico teria afirmado que estava disposto a pagar uma quantia elevada para que a ação fosse realizada, utilizando recursos que esperava receber de uma futura herança.

Médico não queria promotora em julgamento, aponta denúncia

De acordo com o documento apresentado pelo Ministério Público, Bruno teria manifestado diversas vezes seu descontentamento com a condução do processo criminal.

Em uma das conversas relatadas na denúncia, ele teria afirmado que não queria a participação da promotora no julgamento, alegando que ela “iria foder com a vida dele”.

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As declarações foram relatadas por outros detentos que estavam na mesma cela que o médico.

Segundo os depoimentos, Bruno demonstrava inconformismo tanto com a ação penal pelo feminicídio quanto com a atuação da representante do Ministério Público.

Para a promotoria, os relatos indicam que as declarações não se limitavam a manifestações de insatisfação, mas teriam como objetivo intimidar a integrante do Ministério Público e prejudicar sua atuação no processo judicial.

“As declarações, diretamente relacionadas à atuação funcional da vítima, evidenciaram o propósito de intimidá-la e impedir ou dificultar o regular exercício de suas atribuições ministeriais”, afirma um trecho da denúncia.

A acusação foi assinada pela promotora de Justiça Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes.

Ministério Público pede condenação por coação no curso do processo

Diante dos elementos reunidos, o Ministério Público denunciou Bruno pelo crime de coação no curso do processo, previsto na legislação penal brasileira.

Esse crime envolve o uso de violência ou grave ameaça com o objetivo de favorecer interesse próprio ou de terceiros em processo judicial, policial ou administrativo.

Na denúncia, o MPMT também informou que não apresentou proposta de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) nem de suspensão condicional do processo, considerando a natureza da ameaça atribuída ao acusado.

O órgão solicitou à Justiça o recebimento da denúncia e a citação do médico para apresentar sua defesa.

Ao final da ação penal, o Ministério Público pretende obter a condenação do acusado e a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos, inclusive de natureza extrapatrimonial, caso sejam comprovados durante o processo.

A denúncia foi protocolada em 15 de outubro e, conforme as informações divulgadas, ainda aguardava análise judicial.

Em julho deste ano, Bruno foi transferido do Centro de Detenção Provisória de Peixoto de Azevedo para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

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Médico está preso por morte de adolescente de 15 anos

Bruno Tomiello está preso desde 5 de maio de 2025, acusado de matar a namorada, de 15 anos, em Guarantã do Norte.

O crime aconteceu na madrugada de 3 de maio daquele ano, quando a adolescente foi atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça.

Conforme as investigações, o médico levou a jovem ao hospital do município após o disparo, mas ela não resistiu aos ferimentos.

Inicialmente, Bruno teria apresentado a versão de que a adolescente havia atirado contra si mesma.

Entretanto, durante a investigação, a Polícia Civil reuniu elementos que apontaram o médico como responsável pelo disparo.

Em depoimento aos investigadores, Bruno afirmou que estava dentro de um veículo com a adolescente quando pegou uma arma de fogo que acreditava estar descarregada.

Segundo a versão apresentada por ele, o armamento foi apontado na direção da cabeça da jovem e o gatilho foi acionado, provocando o disparo fatal.

A investigação resultou na responsabilização criminal do médico, que passou a responder por feminicídio qualificado.

Além da acusação relacionada à morte da adolescente, ele também responde por crimes de trânsito e por fornecer bebida alcoólica a menor de idade.

O médico já foi pronunciado pela Justiça para ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida.

Entretanto, a data da sessão ainda não foi divulgada.

O processo relacionado ao feminicídio tramita sob sigilo judicial.

Enquanto aguarda o julgamento, Bruno permanece preso preventivamente na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá.

A nova denúncia acrescenta outra acusação criminal contra o médico, agora relacionada à suposta tentativa de intimidar a promotora que atua no caso.

As acusações ainda dependem de análise e julgamento pela Justiça, sendo assegurados ao investigado o direito à defesa e a presunção de inocência.

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