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PF apreende montanhas de dinheiro, relógios de luxo e carros durante operação que prendeu presidente do TCE-MT

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| A Polícia Federal apreendeu grandes quantidades de dinheiro em espécie, relógios de luxo e veículos de alto padrão durante a Operação Tomada de Contas, deflagrada nesta quinta-feira (29), para investigar suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos administrativos e pagamentos no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT).

A operação também resultou na prisão preventiva do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, conforme informações divulgadas pelo portal RepórterMT.

Imagens divulgadas pela Polícia Federal mostram grandes maços de dinheiro, incluindo cédulas de R$ 100 e R$ 50, além de notas de dólares e euros.

Os registros também revelam coleções de relógios, alguns aparentemente de luxo, armazenados em estojos e expositores. Entre os veículos fotografados estão um Audi de cor escura e uma Mercedes-Benz branca.

Até o momento, a Polícia Federal não informou oficialmente o valor total do dinheiro apreendido, a quantidade exata de relógios ou a avaliação dos veículos. Também não foi esclarecido a quais investigados pertencem os bens apresentados nas imagens.

Mais de 180 policiais participaram da operação

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A Operação Tomada de Contas mobilizou mais de 180 agentes da Polícia Federal para cumprir seis mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

As ordens judiciais foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Durante a ação, policiais federais realizaram buscas em gabinetes e setores do Tribunal de Contas de Mato Grosso, que teve o expediente suspenso em razão da operação.

PF investiga suspeitas de pressão sobre empresas

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam indícios de que a suspensão de contratos administrativos teria sido utilizada como mecanismo de pressão sobre fornecedores.

Os investigadores também apuram suspeitas de tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos, divergências em pagamentos realizados a empresas e movimentações financeiras consideradas atípicas.

Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi a realização frequente de saques em dinheiro, incluindo possíveis conexões entre créditos bancários e retiradas de valores nas dependências do próprio Tribunal de Contas.

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Investigados podem responder por vários crimes

Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A Polícia Federal trabalha para identificar a origem dos valores encontrados, a propriedade dos bens apreendidos e eventuais ligações com as irregularidades investigadas.

A apreensão de dinheiro e bens de alto valor, por si só, não comprova sua origem ilícita. A relação desses materiais com os crimes investigados dependerá da análise das provas.

As investigações continuam, e os envolvidos têm direito à defesa e à presunção de inocência.

A Operação Tomada de Contas busca esclarecer possíveis irregularidades na administração de contratos e na movimentação de recursos públicos envolvendo o TCE-MT.

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