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Suspeito de torturar namorada com 20 golpes de madeira morre em confronto com a PM em MT

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Homem de 27 anos teria participado de sessão de tortura contra a companheira, deixando as mãos da vítima inchadas e roxas. Segundo a polícia, ele reagiu armado durante uma abordagem.

Um homem de 27 anos, suspeito de participar de uma sessão de tortura contra a própria namorada, morreu após um confronto com a Polícia Militar na tarde de quinta-feira (22), no município de São José dos Quatro Marcos, a aproximadamente 315 quilômetros de Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, o investigado teria desferido cerca de 20 golpes com uma ripa de madeira nas mãos da companheira, provocando ferimentos, inchaço e hematomas.

A ocorrência foi registrada na Avenida Rondônia, durante ações da Operação Impacto, que contou com a participação de equipes do Grupo de Apoio (GAP), Inteligência e Força Tática da Polícia Militar.

De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais receberam informações da Polícia Civil sobre uma sessão de violência praticada contra uma mulher, supostamente determinada por integrantes de uma organização criminosa.

A partir das informações, as equipes iniciaram diligências e localizaram o homem apontado como um dos envolvidos nas agressões.

Conforme a versão apresentada pela Polícia Militar, durante a abordagem, o suspeito estava armado e teria tentado efetuar disparos contra os agentes.

Diante da suposta ameaça, os militares reagiram e atingiram o homem, que chegou a receber socorro, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante a ocorrência, foram apreendidos um revólver calibre 38 e dois aparelhos celulares.

Em entrevista ao site Canal Diário, o delegado Kairo Ribeiro, responsável pela Polícia Civil de São José dos Quatro Marcos, explicou que as investigações começaram após as forças de segurança receberem informações sobre uma sessão de tortura ocorrida entre a madrugada de quarta-feira (21) e quinta-feira (22).

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Segundo o delegado, a vítima foi identificada depois de procurar atendimento médico no pronto-socorro do município.

Após receber atendimento, a mulher concordou em prestar depoimento à Polícia Civil e autorizou que os investigadores registrassem fotografias dos ferimentos provocados pelas agressões.

Entretanto, por medo de represálias, ela solicitou que seu rosto e sua identidade fossem preservados.

Durante o depoimento, a vítima relatou como ocorreram as agressões e identificou pessoas que teriam participado da sessão de violência.

Conforme a investigação, o próprio namorado teria utilizado uma ripa de madeira para atingir repetidamente as mãos da mulher.

O delegado afirmou que foram aproximadamente 20 golpes, que deixaram as mãos da vítima inchadas, arroxeadas e com dores intensas.

Mesmo depois de receber atendimento médico, a mulher ainda apresentava fortes dores quando compareceu à delegacia para prestar esclarecimentos.

Segundo a Polícia Civil, a sessão de tortura teria sido motivada por comentários envolvendo relacionamentos amorosos entre pessoas ligadas a uma organização criminosa.

Conforme o relato apresentado pelo delegado, a vítima teria comentado que seu namorado estaria mantendo um relacionamento com outra mulher, que seria casada com um integrante do grupo criminoso.

A informação teria provocado uma reação entre os envolvidos, que passaram a tratar o episódio como uma suposta infração às regras internas da organização.

A partir disso, a mulher teria sido submetida a uma punição violenta, conhecida pelos integrantes do grupo como “salve”.

As investigações apontam que, além do namorado, outras quatro mulheres teriam participado da sessão de agressões.

A Polícia Civil busca esclarecer a atuação de cada pessoa envolvida e identificar eventuais responsáveis pela determinação da violência.

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Outro ponto investigado é a possível participação de um integrante da organização criminosa que estaria preso.

Segundo o delegado Kairo Ribeiro, durante a sessão de tortura, os envolvidos teriam realizado uma ligação para um homem conhecido pelo apelido de “Calculista”.

Ele seria apontado como integrante de posição hierárquica superior dentro do grupo criminoso.

Durante o contato, o homem teria recebido informações sobre a situação e orientado os participantes sobre como deveriam agir contra a vítima.

A Polícia Civil investiga a possível participação desse suspeito na determinação das agressões.

As informações prestadas pela mulher e os registros fotográficos dos ferimentos deverão contribuir para a continuidade das investigações.

Conforme a Polícia Militar, o suspeito morto durante a intervenção policial possuía registros anteriores relacionados a tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, latrocínio e organização criminosa.

Segundo o delegado, o homem já era conhecido das forças de segurança e estaria vinculado a uma organização criminosa com atuação em Mato Grosso.

Os registros policiais anteriores não significam, por si só, condenações definitivas pelos crimes mencionados.

A ocorrência envolvendo a morte do suspeito foi registrada como morte decorrente de intervenção de agente do Estado.

As circunstâncias do confronto deverão ser apuradas pelas autoridades competentes, assim como as denúncias de tortura apresentadas pela vítima.

A Polícia Civil também deverá dar continuidade às investigações para identificar e responsabilizar os demais suspeitos de participação nas agressões, incluindo as quatro mulheres mencionadas no depoimento.

A identidade da vítima foi preservada em razão do risco de represálias relatado por ela às autoridades.

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