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CV proíbe entrada de oficiais de Justiça em comunidades do Rio, aponta documento enviado ao TJRJ

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Certidão relata que servidores do Judiciário correm risco de ameaça e morte ao tentar cumprir mandados no Complexo da Penha

Um documento encaminhado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) revelou a gravidade da influência exercida pelo Comando Vermelho (CV) em áreas dominadas pelo tráfico de drogas na capital fluminense.

Em uma certidão anexada a um processo judicial, um oficial de Justiça informou que deixou de cumprir um mandado na região do Complexo da Penha após receber informações de que integrantes do Comando Vermelho teriam proibido a entrada de agentes do Poder Judiciário nas comunidades locais.

Segundo o relato, a determinação imposta pelo CV atingiria todas as vias de acesso às comunidades que fazem parte do complexo, criando um cenário de risco extremo para servidores públicos responsáveis pelo cumprimento de decisões judiciais.

No documento, o oficial afirma que qualquer agente identificado na região poderia ser alvo de ameaças e até mesmo morto. Diante da falta de condições mínimas de segurança, a diligência acabou não sendo realizada.

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Ainda conforme a certidão, a presença de criminosos armados é constante nas comunidades da Penha. O servidor cita a atuação de olheiros espalhados por ruas e becos, responsáveis por monitorar a movimentação de pessoas consideradas estranhas à região.

O relato também menciona a circulação frequente de traficantes portando armamentos de grosso calibre, como fuzis e metralhadoras, o que reforçaria o risco para a entrada de representantes do Estado no local.

A situação, segundo o documento, teria se agravado após uma grande operação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no dia 28 de outubro. A ação terminou com 122 mortes e aumentou o clima de tensão nas comunidades.

A certidão expõe um cenário considerado alarmante: em determinadas áreas do Rio de Janeiro, até mesmo o cumprimento de ordens judiciais depende de condições de segurança que, segundo o próprio servidor, não estavam presentes no momento da diligência.

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