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Delegado diz que corrupção virou “costume impregnado” em secretaria de Sinop alvo de operação

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Delegado diz que corrupção virou “costume impregnado” em secretaria de Sinop alvo de operação

O delegado Getúlio Daniel, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), afirmou que as investigações da Operação Mãos à Obra II identificaram práticas de corrupção que se tornaram parte da rotina de um setor da Prefeitura de Sinop (500 km de Cuiabá).

A declaração foi dada nesta quarta-feira (28), durante a deflagração da segunda fase da operação, que apura suposto esquema envolvendo servidores da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação e empresários ligados a obras e empreendimentos imobiliários.

“Essa estrutura dessa organização criminosa impregnou o órgão público de forma tão grave que foi percebido que os servidores, a população ou as pessoas que necessitavam dos serviços públicos estavam acostumados ao tratamento ilícito recebido”, disse o delegado.

A fala ocorreu após a promotora Roberta Sanches revelar que um fiscal e um empresário investigados mantinham contatos ilícitos havia cerca de 10 anos.

Segundo Getúlio, após a primeira fase e a repercussão nas redes sociais, os investigadores perceberam que as práticas tinham virado um hábito no setor. “Essa prática era uma cultura, um costume impregnado ali naquele setor público, que eu tenho certeza que hoje cessa”, afirmou.

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A nova fase resultou em cinco prisões, no afastamento de servidores e no bloqueio de até R$ 80 milhões em bens dos investigados.

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