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Rede chefiada por MC Ryan “lavou” lucro do tráfico de 3 t de cocaína do PCC, diz PF

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A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira (15/04), o funkeiro MC Ryan SP durante a Operação Narco Fluxo, que apura um esquema bilionário de lavagem de dinheiro com ligação ao tráfico internacional de drogas.

De acordo com as investigações, o artista é apontado como um dos líderes da organização criminosa, que teria movimentado valores oriundos do tráfico de mais de três toneladas de cocaína.

Esquema envolvia música, apostas e redes sociais

Segundo a PF, o grupo utilizava empresas ligadas à produção musical e a visibilidade nas redes sociais para misturar dinheiro lícito com recursos provenientes de atividades ilegais, como apostas clandestinas, rifas digitais e tráfico de drogas.

As autoridades também apontam possível ligação estrutural do esquema com o Primeiro Comando da Capital, uma das maiores facções do país.

Justiça bloqueia até R$ 2,2 bilhões

A decisão judicial que autorizou a operação determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de 77 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas.

O valor foi estimado com base no lucro obtido com o tráfico internacional de drogas e nas movimentações financeiras identificadas por órgãos de inteligência.

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Além do bloqueio, também foram impostas medidas como sequestro de bens, restrições societárias e outras ações para impedir a continuidade das atividades ilícitas.

Organização usava bens de luxo para ocultar dinheiro

Ainda conforme a investigação, os valores eram reinseridos na economia formal por meio da compra de imóveis de alto padrão, veículos de luxo, joias e outros ativos de grande valor.

A PF também identificou que o cantor teria transferido bens e participações para terceiros, incluindo familiares, com o objetivo de ocultar patrimônio.

Outro ponto levantado é que operadores de mídia teriam sido pagos para divulgar conteúdos positivos sobre o artista e suas plataformas, numa tentativa de reduzir impactos negativos das investigações.

Operação mobiliza mais de 200 policiais

A Operação Narco Fluxo mobiliza mais de 200 policiais federais e cumpre 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária.

As ações ocorrem em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

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Entre os presos estão também MC Poze do Rodo e o empresário Raphael Sousa, responsável por uma página de grande alcance nas redes sociais.

Investigação aponta movimentação bilionária

A PF estima que o grupo criminoso possa ter movimentado mais de R$ 260 bilhões ao longo das atividades investigadas.

Durante a operação, foram apreendidos documentos, dinheiro em espécie, armas e equipamentos eletrônicos que devem ajudar no avanço das investigações.

Os envolvidos podem responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Defesa nega irregularidades

Em nota, a defesa de MC Ryan SP afirmou que ainda não teve acesso completo ao processo e, por isso, não pode comentar detalhadamente as acusações.

Os advogados sustentam que todas as movimentações financeiras do artista têm origem lícita e seguem as normas legais, com pagamento regular de tributos.

A defesa declarou ainda confiar que os esclarecimentos futuros irão comprovar a legalidade das atividades do cantor.

 

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