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Marido é preso suspeito de matar jovem em motel para receber seguros de até R$ 10 milhões

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Um homem de 39 anos foi preso suspeito de matar o próprio marido, de 21 anos, para tentar receber indenizações de seguros de vida que poderiam chegar a R$ 10 milhões. A vítima foi encontrada morta dentro de uma banheira de hidromassagem em um motel na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, na madrugada de 1º de outubro.

A prisão temporária foi cumprida pela Polícia Civil na quarta-feira (28), após investigação do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Inicialmente, o caso foi registrado como morte acidental. O suspeito afirmou aos policiais que estava com o companheiro na banheira e que saiu para tomar banho em outro ambiente da suíte. Segundo sua versão, ao retornar cerca de 20 minutos depois, encontrou o jovem desacordado e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

No entanto, a investigação identificou inconsistências no relato. De acordo com a polícia, a disposição dos ambientes permitia que o homem observasse a banheira a partir da porta do banheiro onde afirmou estar tomando banho.

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Seguros milionários levantaram suspeitas

Durante as apurações, os investigadores descobriram que o jovem possuía mais de três apólices de seguro de vida, com valores entre R$ 2 milhões e R$ 10 milhões. Os contratos previam indenizações maiores em caso de morte acidental, e o suspeito era o único beneficiário de todos eles.

Ainda segundo a investigação, o homem teria acionado os seguros poucas horas após a confirmação da morte do companheiro.

Outro fato que chamou a atenção dos policiais foi a restauração do celular do suspeito às configurações de fábrica, realizada quando ele soube que o aparelho seria apreendido.

A mãe da vítima também prestou depoimento e afirmou que desconhecia o relacionamento amoroso entre os dois, inclusive o casamento, além da existência dos seguros de vida.

Laudo apontou indícios de violência

O laudo necroscópico inicial apontou afogamento como causa da morte. Entretanto, exames identificaram lesões nos dedos, nas mãos e nos antebraços, além de ferimentos na boca e hemorragias profundas na região do pescoço.

Para os investigadores, os achados são compatíveis, em tese, com uma situação de violência física, imobilização e manutenção da vítima submersa na água.

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Com base nos indícios reunidos, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária do suspeito, além de buscas e apreensões e da extração de dados de equipamentos eletrônicos.

O caso segue sob investigação, e as suspeitas ainda deverão ser apuradas no decorrer do processo judicial.

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