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Motorista de aplicativo é sequestrado e torturado por três dias após amigo usar seu nome para comprar crack

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Um motorista de aplicativo, de 38 anos, passou três dias sendo espancado e torturado em um cativeiro no Novo Gama, em Goiás, depois que um amigo comprou crack de um casal de traficantes e afirmou que a dívida seria paga pela vítima. O homem foi resgatado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na quarta-feira (4).

Segundo a Divisão de Repressão a Sequestros (DRS), o crime começou no domingo (1º). O motorista, morador de Ceilândia (DF), havia procurado a casa de um amigo no Novo Gama para passar alguns dias, após enfrentar problemas conjugais.

Durante esse período, o amigo teria comprado crack de um casal de traficantes e colocado a dívida no nome do motorista. Os criminosos estabeleceram que o pagamento deveria ser feito até a noite de domingo.

Como o dinheiro não foi entregue no prazo, o casal foi até a residência onde a vítima estava e começou a agredi-la. O motorista acabou sequestrado e levado para um cativeiro. Conforme as investigações, o próprio amigo teria ajudado os traficantes na ação.

Vítima foi obrigada a pedir dinheiro à família

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Durante os três dias de cárcere, o homem sofreu agressões e torturas. Sob ameaças, foi obrigado a gravar vídeos implorando para que familiares enviassem dinheiro para quitar a suposta dívida e conseguir sua libertação.

Em uma das gravações, feita por um dos filhos dos envolvidos, o motorista aparece desesperado e pede ajuda: “Por favor, qualquer dinheiro manda para mim, por favor”.

De acordo com a investigação, as filmagens foram realizadas a mando dos traficantes. O caso chegou ao conhecimento da polícia depois que familiares perceberam o desaparecimento do motorista e denunciaram a situação.

Seis pessoas são apontadas como envolvidas

Ao todo, seis pessoas teriam participado do crime: o amigo que comprou a droga, o casal de traficantes, o filho de um dos suspeitos, de 15 anos, que teria filmado a vítima, e outros dois adolescentes, de 13 e 16 anos, que seriam responsáveis por vigiar o cativeiro.

Até a última atualização, apenas os dois adolescentes apontados como responsáveis pela vigilância haviam sido apreendidos. Os demais envolvidos ainda são investigados.

A Polícia Civil continua apurando o caso para identificar e responsabilizar todos os participantes do sequestro e das agressões.

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