Cidades

Preso por matar empresário após briga por farol alto, jovem é apontado como chefe de esquema internacional de drogas em MT

Publicado

em

Maroan Haidar, de 25 anos, estaria comandando negociações de cocaína, compra de armas e movimentações financeiras mesmo dentro de presídio federal. Operação da PF teve 29 alvos em sete estados.

Um jovem de 25 anos, condenado por assassinar um empresário após uma discussão por causa do farol alto de um veículo, é apontado pela Polícia Federal como uma das principais lideranças operacionais de uma organização criminosa investigada por tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e desvio de carregamentos de cocaína.

Identificado como Maroan Fernandes Haidar Ahmed, ele está entre os 29 alvos da Operação Ifrit, deflagrada na quarta-feira (4), com ações em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás e Rondônia.

Segundo as investigações, o esquema teria sua estrutura de comando dividida entre integrantes da família Haidar. Um dos imóveis ligados à família, localizado no bairro Vila Kamal Jumblat, em Rondonópolis, foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Mesmo preso, jovem teria continuado dando ordens

Atualmente, Maroan cumpre pena no Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia, por um homicídio cometido em Mato Grosso.

Apesar de estar em uma unidade penitenciária de segurança máxima, ele teria continuado exercendo influência sobre as atividades da organização criminosa.

Leia Também:  Justiça solta jovem de 18 anos suspeita de abandonar bebê recém-nascida em lixeira de hospital em MT

De acordo com relatórios da Polícia Federal, conversas registradas em parlatório, bilhetes e arquivos extraídos de equipamentos eletrônicos indicariam que o condenado participava de decisões relacionadas à negociação de drogas, aquisição de armas e movimentações financeiras.

Os investigadores suspeitam que Maroan também determinava cobranças de dívidas e autorizava repasses de dinheiro destinados à manutenção das atividades do grupo.

Entre as atribuições apontadas pela investigação estariam a organização da logística de carregamentos de cocaína e skunk, além da aquisição de fuzis e pistolas.

A Polícia Federal também apura suspeitas de pagamentos de propina para garantir proteção às atividades criminosas.

Condenado por assassinato após discussão em posto

Maroan ganhou notoriedade após ser condenado pelo assassinato do empresário Fábio Batista de Jesus, ocorrido em 2018, em um posto de combustíveis de Rondonópolis.

O crime aconteceu depois de uma discussão relacionada ao uso do farol alto de um veículo.

Durante o desentendimento, o empresário foi atingido por disparos de arma de fogo. A ação foi registrada por câmeras de segurança.

Pelo homicídio, Maroan recebeu uma condenação de 21 anos e seis meses de prisão, em regime fechado.

Leia Também:  VÍDEO MACABRO: gravação mostra supostos faccionados desmembrando e enterrando homem em área de mata

O Ministério Público Estadual apresentou denúncia por homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Jovem chegou a ser procurado pela Interpol

Antes de ser preso, Maroan passou um período foragido e chegou a integrar, em 2019, a lista de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

Na época, seu passaporte foi cancelado.

Durante o período em que era procurado, o jovem chegou a publicar imagens nas redes sociais mostrando praias e refeições em restaurantes do Nordeste brasileiro.

Em uma decisão judicial relacionada ao caso, o magistrado apontou que o investigado demonstrava desprezo pelas autoridades ao divulgar imagens que poderiam dificultar sua localização.

Operação investiga tráfico internacional e lavagem de dinheiro

A Operação Ifrit busca desarticular uma estrutura criminosa suspeita de atuar na movimentação internacional de entorpecentes e na ocultação de recursos obtidos ilegalmente.

As investigações apontam que integrantes da organização teriam funções específicas relacionadas à negociação de drogas, transporte, movimentação financeira e aquisição de armamentos.

O cumprimento das medidas judiciais em sete estados demonstra a abrangência territorial investigada pela Polícia Federal.

Maroan permanece preso no sistema penitenciário federal. As suspeitas de participação e liderança no esquema investigado pela Operação Ifrit ainda dependem de apuração e julgamento específicos.

Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

TENDÊNCIA